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title: "Cronograma da reforma tributária: prepare sua empresa"
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description: Prepare sua empresa para o cronograma da Reforma Tributária. Entenda a fase de transição de 2026 e como o ERP Omie garante seu compliance.
updated: 2026-09-15
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# Cronograma da reforma tributária: prepare sua empresa

A [Reforma Tributária](https://www.omie.com.br/blog/reforma-tributaria-vantagens-e-atualizacoes/) é uma mudança de rota, não um evento pontual. Ela acontece ao longo de aproximadamente 10 anos e começa a ter efeito prático já em 2026. Por isso, mais importante do que decorar siglas como IBS e CBS é entender o cronograma de transição e o que cada etapa exige da sua empresa.

O ponto de atenção para o empreendedor é claro. Durante vários anos, o sistema antigo continua existindo ao mesmo tempo em que o novo entra em operação. Isso aumenta a necessidade de conformidade fiscal, organização de cadastros e controle de notas. Quem deixa para ajustar processos e tecnologia na última hora tende a ter mais retrabalho e maior risco de inconsistência nos registros.

Neste guia, você vai ver o cronograma reforma tributária por fases, o que muda a partir de 2026 e quais ações práticas ajudam sua empresa a atravessar o período de transição com mais previsibilidade.

Acompanhe.

## 2024 e 2025: período de regulamentação

Os anos de 2024 e 2025 são marcados pela **consolidação das regras por meio de leis complementares e definições operacionais do novo modelo**. Para o empreendedor, é um período de preparação estratégica. O foco não é “emitir diferente” ainda, mas mapear impacto.

O que vale fazer nessa etapa:

-   Revisar como seu setor se comporta com a lógica do [IVA Dual](https://www.omie.com.br/blog/iva-cbs-ibs-como-funciona/) e do crédito financeiro;
-   Estruturar [Planejamento Tributário](https://www.omie.com.br/blog/planejamento-tributario-para-empresas-tudo-o-que-voce-precisa-saber/) para 2026 com base no que já está sendo regulamentado;
-   Auditar processos internos de compras, faturamento e cadastro para reduzir inconsistências;
-   Avaliar se o sistema atual suporta um cenário de transição, ou se tende a exigir controles paralelos.

A recomendação mais segura aqui é começar a organizar dados e processos antes do ano de teste, porque o ajuste costuma levar mais tempo do que o empresário imagina.

## 2026: início da convivência e alíquotas de teste

Este é o marco prático do cronograma. **Em 2026, o novo modelo começa a existir formalmente com alíquotas de teste.** Ao mesmo tempo, os tributos antigos continuam sendo aplicados.

Em janeiro de 2026, inicia-se a cobrança da [CBS](https://www.omie.com.br/blog/imposto-cbs-o-que-e-como-funciona/), na esfera federal, com alíquota de teste de 0,9%. Também entra o [IBS](https://www.omie.com.br/blog/ibs-entenda-o-que-e-o-imposto-de-bens-e-servicos-e-como-vai-funcionar/), na esfera estadual e municipal, com alíquota de teste de 0,1%.

O grande desafio de adaptação é a convivência. A empresa passa a lidar com o sistema antigo e o novo simultaneamente, o que exige disciplina na [gestão de notas fiscais](https://www.omie.com.br/blog/como-fazer-uma-boa-gestao-de-nota-fiscal-eletronica/), consistência de cadastro e rastreabilidade de operações.

Nesse ponto, planilhas e controles manuais tendem a falhar porque aumentam risco de divergência e retrabalho.

A **IA Fiscal Omie entra como camada de automação para apoiar esse cenário** de dupla apuração, mantendo a emissão alinhada às regras em vigor, sem depender de ajustes manuais constantes de tabelas.

## 2027 e 2028: extinção de PIS e Cofins e mudança no IPI

A transição avança e o cronograma começa a substituir tributos federais de forma mais definitiva. A partir de 2027, [PIS](https://www.omie.com.br/blog/o-que-e-pis-e-quem-tem-direito-a-usar/) e [Cofins](https://www.omie.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-o-imposto-cofins/) deixam de existir, sendo absorvidos pela CBS. Isso simplifica a estrutura federal, mas exige que a empresa esteja com processos e parametrizações coerentes com o modelo novo.

O IPI, por sua vez, passa a ter alíquota reduzida a zero para a maioria dos produtos, com exceções específicas, especialmente ligadas à competitividade da Zona Franca de Manaus.

Na prática, esse período costuma gerar ajustes importantes de fluxo, porque tributos e créditos mudam de lugar. **O** **controle de** [**fluxo de caixa**](https://www.omie.com.br/blog/guia-fluxo-de-caixa-o-que-e-como-fazer/) **precisa refletir a nova dinâmica** para que o gestor não tome decisão baseada em um cenário que já mudou.

## 2029 a 2032: transição gradual do ICMS e do ISS

Aqui entra o trecho mais longo do cronograma. [ICMS](https://www.omie.com.br/blog/icms-o-que-e-como-acessar-calculo-muito-mais/) e [ISS](https://www.omie.com.br/blog/iss-como-funciona-o-imposto-sobre-servico/) não acabam de uma vez. Eles são reduzidos progressivamente até a extinção completa.

Esse período exige atenção por três motivos:

-   Coexistência prolongada de regras, com impacto em operações, precificação e compliance;
-   Necessidade de manter histórico de dados limpo para lidar com transição de créditos e auditorias;
-   Dependência ainda maior de tecnologia para evitar inconsistências repetidas, principalmente em empresas com alto volume de notas.

É também o **momento em que a organização de cadastros, NCMs, CSTs e regras fiscais precisa estar madura,** porque o risco não está apenas no imposto em si, mas na rastreabilidade do que foi apurado e como foi registrado.

## 2033: o novo sistema entra plenamente em vigor

Em 2033, a transição termina e o sistema antigo é encerrado. A empresa passa a operar com o modelo novo como padrão, com CBS e IBS como eixos centrais da tributação sobre consumo.

Nesse estágio, a lógica de destino ganha peso operacional e a gestão fiscal passa a exigir ainda mais clareza sobre operação, emissão e cadeia de créditos. Chegar em 2033 bem significa ter atravessado os anos anteriores com organização, processo e tecnologia.

## Checklist de preparação: o que fazer agora

A Reforma Tributária não exige apenas mudança de guia. Ela exige que o dado seja confiável. Por isso, as ações práticas são simples na forma, mas importantes na execução.

Veja um checklist direto para começar.

-   Auditar cadastros críticos, como NCM, CNAE e regras fiscais associadas;
-   Revisar o processo de emissão e compras para reduzir inconsistência de classificação;
-   Treinar quem lida com notas e rotinas fiscais, com foco em disciplina de processo;
-   Estruturar relatórios e rotinas de conferência para garantir conformidade contínua;
-   Migrar de controles manuais para um sistema que acompanhe a legislação com atualizações automáticas, reduzindo dependência de ajustes operacionais.

## Quem se antecipa, lidera

O cronograma da reforma tributária não é motivo para paralisar decisões. Ele é um mapa para preparar a empresa com calma e método.

A fase prática começa em 2026 e exige convivência entre regimes. Isso aumenta a necessidade de tecnologia, organização e conformidade fiscal. Quem se organiza antes evita ajustes apressados e fortalece competitividade ao longo de toda a transição.

Não espere 2026 chegar para organizar seu fiscal. **Prepare sua empresa hoje com o ecossistema Omie e tenha tranquilidade durante toda a transição da Reforma**.

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