---
title: O “Pulo do Gato” do Simples Nacional na Reforma Tributária
url: https://www.omie.com.br/blog/pulo-do-gato-simples-nacional-reforma-tributaria/
description: Entenda como o Simples Híbrido impacta PMEs na Reforma Tributária (LC 214/2025). Descubra se recolher IBS e CBS por fora é a melhor estratégia para seu negócio.
updated: 2026-09-14
---

# O “pulo do gato” do Simples Nacional na Reforma Tributária (LC 214/2025)

A aprovação da Lei Complementar nº 214/2025 confirmou uma excelente notícia para os empreendedores brasileiros: o Simples Nacional continua existindo. O regime simplificado, responsável por manter a viabilidade de milhões de micro e pequenas empresas, sobreviveu à maior transição fiscal das últimas décadas.

A forma como a sua empresa opera dentro dele, no entanto, vai mudar.

A chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) exige decisões gerenciais que afetam diretamente a sua margem de lucro e a atratividade do seu negócio para grandes clientes. Longe de ser apenas uma dor de cabeça contábil, essa mudança oferece oportunidades para quem souber se posicionar estrategicamente.

## O que muda na prática com a Reforma Tributária no Simples Nacional?

A principal alteração está na apuração e destinação dos novos tributos sobre o consumo. Até então, o empreendedor pagava uma guia única (o famoso DAS) e encerrava sua obrigação mensal.

Com a transição para o novo modelo, o conceito de receita bruta foi ampliado para englobar receitas financeiras vinculadas à operação principal. Além disso, os valores correspondentes ao IBS (destinado a estados e municípios) e à CBS (destinada ao governo federal) ganham um tratamento segregado, exigindo um nível de controle muito maior sobre o que é faturado.

> Leia também: [Reforma Tributária e Simples Nacional: o que muda em 2026?](https://www.omie.com.br/blog/reforma-tributaria-e-simples-nacional-o-que-muda-em-2026/)

## O "pulo do gato": entenda a estratégia do Simples Híbrido

Aqui entra o verdadeiro "pulo do gato" da legislação. A LC 214/2025 criou uma regra fundamental: empresas que pagam o IBS e a CBS unificados dentro do DAS não geram crédito tributário para seus clientes.

Para fornecedores de grandes indústrias e corporações, isso seria fatal. Uma grande empresa prefere comprar de quem gera crédito, pois isso abate os impostos que ela mesma precisa pagar. Para proteger os pequenos negócios, a lei introduziu o chamado Simples Híbrido.

O que é o Simples Híbrido? Trata-se de uma opção legal que permite à micro ou pequena empresa continuar no Simples Nacional para impostos como IRPJ e INSS, mas escolher recolher o IBS e a CBS "por fora", seguindo o regime regular de tributação. Essa escolha estratégica permite repassar os créditos tributários aos compradores, mantendo a competitividade no mercado.

> Leia também: [Simples Híbrido e CNPJ Alfanumérico: guia de ação para PMEs](https://www.omie.com.br/blog/simples-hibrido-cnpj-alfanumerico-mudancas-pmes/)

### B2B vs. B2C: qual caminho escolher?

A decisão entre manter todos os impostos na guia unificada ou migrar para o Simples Híbrido depende estritamente do perfil do seu cliente e da sua cadeia de suprimentos:

-   **Manter IBS/CBS no DAS (foco B2C):** ideal para o varejo e serviços que atendem o consumidor final (pessoas físicas). Como o cliente pessoa física não utiliza créditos tributários, a empresa se beneficia da menor burocracia, custos administrativos reduzidos e da carga tributária unificada.
-   **Recolher IBS/CBS por fora (foco B2B):** estratégico para indústrias, atacadistas e prestadores de serviço B2B (empresas que vendem para outras empresas). Ao gerar crédito tributário, seu negócio evita ser trocado por um concorrente do Lucro Presumido ou Real, garantindo a manutenção de grandes contratos. Também beneficia operações com alto volume de compras de insumos tributáveis.

> Leia também: [Setembro de 2026: o prazo crítico do Simples Nacional que mudará seu lucro em 2027](https://www.omie.com.br/blog/escolha-simples-nacional-reforma-tributaria-2026/)

## O desafio do Split Payment na nova operação

Independentemente do regime escolhido, o empreendedor precisará lidar com o sistema de Split Payment (pagamento fracionado).

Na prática, no momento em que a transação financeira ocorre, a parcela correspondente aos tributos é separada e enviada diretamente aos cofres públicos, enquanto a empresa recebe o valor líquido. O objetivo do Fisco é eliminar a inadimplência tributária. Para a empresa, o desafio é operar com um fluxo de caixa impecável e sistemas de emissão de notas fiscais ajustados milimetricamente, garantindo que as vendas não sejam travadas por erros de cálculo na hora de passar o cartão ou receber o Pix.

> Leia também: [Reforma Tributária: Escolha do Simples Nacional em Setembro Define Estratégia das Empresas para 2027](https://www.omie.com.br/blog/reforma-tributaria-opcao-simples-nacional-setembro-2026/)

## Como a tecnologia transforma complexidade legal em rotina invisível

Decidir entre o DAS unificado ou o Simples Híbrido exige simular cenários; operar o Split Payment exige precisão. Fazer tudo isso manualmente ou em planilhas significa expor o caixa da empresa a erros graves e multas.

A gestão tributária precisa ser fluida para que o empreendedor foque no que importa: crescer.

Com o motor fiscal automático do ERP Omie, a emissão de notas (NF-e/NFS-e) já nasce parametrizada com as regras da Reforma. Se a sua escolha estratégica for o Simples Híbrido, o sistema segrega o IBS e a CBS automaticamente. O Omie lida com as exigências do Split Payment sem exigir digitação manual, atualizando o estoque e o financeiro em segundos.

Além disso, ferramentas como o DRE Gerencial mostram a rentabilidade da empresa em tempo real, facilitando a escolha do regime mais lucrativo. Enquanto você acompanha o desempenho pelo ERP, seu contador monitora tudo pelo Painel do Contador, trabalhando lado a lado para garantir a melhor estratégia fiscal.

## Perguntas frequentes

### A empresa do Simples Nacional vai gerar crédito tributário?

Apenas se o empreendedor optar por recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (Simples Híbrido). Se a empresa mantiver o recolhimento unificado no DAS, não haverá repasse de créditos para seus clientes corporativos.

### O pagamento unificado do DAS vai acabar?

Não. A guia unificada continua existindo como a regra geral para as optantes. A retirada do IBS e CBS do DAS para gerar créditos é uma opção estratégica da empresa, não uma obrigação.

### Com qual frequência posso mudar de regime?

A LC 214/2025 estabelece que a opção por recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (fora do DAS) poderá ser feita de forma semestral, exigindo planejamento constante entre a empresa e a contabilidade.

> Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na [central da Reforma Tributária da Omie](https://www.omie.com.br/reforma-tributaria/).

## O preparo de hoje é o lucro de amanhã

A Reforma Tributária atua como um filtro de eficiência no mercado. Empresas que estruturam seus processos com antecedência transformam a complexidade burocrática em vantagem competitiva. Antecipar a simulação dos novos impostos e automatizar a emissão fiscal garante previsibilidade para o caixa e tranquilidade operacional.

Descubra como o [ERP Omie](https://www.omie.com.br/) prepara sua empresa para o novo cenário tributário de forma automática, integrando vendas, finanças e contabilidade em um só lugar.
