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title: "Reforma Tributária no Simples Nacional: o que muda?"
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description: Entenda como a Reforma Tributária afeta o Simples Nacional e como assumir um papel estratégico na orientação de seus clientes.
updated: 2026-09-19
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# Reforma Tributária e Simples Nacional: o que realmente muda?

Se você atende empresas optantes pelo Simples Nacional, já sabe: quando a regra muda no sistema tributário, sobra para o contador reorganizar tudo — rotinas, cálculo de tributos, entendimento do cliente.

A Reforma Tributária não vai acabar com o Simples, mas vai alterar profundamente como ele se relaciona com os novos impostos CBS e IBS.

E é aí que mora o desafio e também a oportunidade. Entender o novo modelo de apuração, antecipar os impactos para os seus clientes e usar ferramentas que automatizam esse processo pode te colocar à frente.

Mais do que acompanhar, o contador que se antecipa se posiciona como peça-chave em um cenário cada vez mais exigente.

Neste conteúdo, vamos detalhar o que realmente muda, como essas mudanças afetam a rotina fiscal das empresas optantes pelo Simples e como você pode (e deve) assumir o protagonismo nesse cenário.

## Simples Nacional continua existindo, mas muda na prática

É importante deixar claro: o regime do Simples Nacional está mantido. O tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas segue garantido pela Constituição.

No entanto, a forma como essas empresas se conectam aos novos tributos da Reforma Tributária muda consideravelmente.

Com a criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), haverá a substituição de tributos federais (PIS, Cofins, IPI), estaduais (ICMS) e municipais (ISS) por um sistema de apuração mais unificado.

A proposta do governo é que o ICMS e o ISS sejam gradualmente retirados do DAS entre 2026 e 2032, passando a ser recolhidos por fora, com base na atividade da empresa e nas operações realizadas.

Ou seja, mesmo permanecendo no Simples, a apuração de tributos será mais complexa — e, para alguns perfis de empresa, a escolha entre apurar “por dentro” ou “por fora” do DAS poderá fazer toda a diferença na competitividade.

## O que muda na prática para empresas do Simples Nacional?

As empresas do Simples Nacional continuarão utilizando o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Porém, haverá dois modelos possíveis de apuração da CBS e do IBS:

### 1\. CBS e IBS apurados “por dentro” do DAS

De acordo com o modelo proposto, neste formato temos, resumidamente que:

-   Todos os tributos continuam sendo recolhidos de forma unificada;
-   A empresa não pode se creditar sobre os tributos pagos nas compras;
-   Porém, seus clientes (fora do Simples) podem se creditar do imposto correspondente às compras realizadas.

Esse modelo pode ser interessante para empresas que vendem para outras empresas e têm baixo volume de compras, pois não perdem tanto ao abrir mão dos créditos. É também o formato mais simples do ponto de vista operacional.

### 2\. CBS e IBS apurados “por fora” do DAS

Já neste modelo, temos que:

-   A empresa recolhe parte dos tributos de maneira separada, fora do DAS;
-   Ganha o direito de se creditar dos tributos pagos na aquisição de bens e serviços (o que pode reduzir a carga tributária final);
-   A operação se torna mais complexa, exigindo controle detalhado das movimentações, bom sistema de gestão e apoio contábil especializado.

Esse modelo tende a ser mais vantajoso para empresas com cadeia produtiva longa, volume alto de insumos e que vendem para outras empresas. Mas é preciso avaliar caso a caso.

### Crédito tributário: o que é quando vale a pena?

Uma das grandes novidades da Reforma é a aplicação plena do modelo de crédito tributário, ou seja, a possibilidade de descontar o valor do imposto pago nas compras do valor devido nas vendas.

Isso tende a estimular um sistema mais justo e com menos cumulatividade, mas nem todo mundo sairá ganhando de imediato.

Para empresas do Simples, a regra geral é:

-   Não geram crédito sobre suas compras;
-   Podem conceder crédito para seus clientes, proporcional à alíquota aplicada no DAS.

Ou seja: mesmo no modelo “por dentro”, o cliente que compra da empresa do Simples pode aproveitar parte do crédito da CBS/IBS incidente na operação.

Isso ajuda a manter a competitividade da empresa optante, desde que a alíquota seja vantajosa e o cliente veja benefício na relação comercial.

No modelo “por fora”, a lógica se inverte: a empresa do Simples passa a ser tratada, em parte, como as demais — ganha o direito ao crédito, mas assume maior responsabilidade no cálculo e recolhimento dos tributos.

## Reforma Tributária no Simples Nacional: o que muda e o que permanece igual

| **O que muda** | **O que permanece igual** |
| --- | --- |
| Introdução de novos tributos: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) | Manutenção do regime do Simples Nacional como sistema simplificado e diferenciado |
| Possibilidade de recolher CBS e IBS “por fora” do DAS | Recolhimento unificado via DAS continua disponível |
| Empresas podem gerar crédito tributário ao recolher por fora | Empreendedores ainda terão tratamento favorecido garantido por lei |
| Maior complexidade para empresas que optarem pelo modelo “por fora” | Simplicidade operacional permanece para quem continuar “por dentro" |
| Criação de modelos mistos de apuração e simulações por tipo de cliente | Limite de faturamento anual das faixas do Simples não foi alterado |
| Transição gradual: ICMS e ISS saem do DAS até 2032 | MEIs continuam com regime específico dentro do Simples |
| Maior necessidade de planejamento tributário e controle fiscal | Contadores seguem como peça-chave na gestão das obrigações |
| Uso de tecnologia será essencial para controle de créditos e obrigações | Empresas ainda poderão optar ou sair do Simples conforme regras já existentes |

Importante: A adoção dos dois modelos ainda depende de regulamentações específicas. A proposta atual prevê essa flexibilidade, mas os critérios para adesão e obrigatoriedade serão definidos nas próximas etapas legislativas.

## Transição gradual: o que esperar até 2032

Calma! A reforma ainda segue em discussão e sua implementação será gradual. Ou seja, não é necessário tomar decisões apressadas — mas é essencial entender o cronograma para se planejar com segurança.

O novo sistema tributário foi estruturado com um período de transição longo, pensado justamente para que empresas, contadores e órgãos públicos possam se adaptar com consistência.

De acordo com o [Ministério da Fazenda](https://www.gov.br/fazenda/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/reforma-tributaria):

-   Em 2026, inicia-se a cobrança da CBS (federal);
-   Entre 2026 e 2028, o IBS entra em fase de testes (estadual/municipal);
-   Entre 2029 e 2032, os tributos antigos (ICMS e ISS) serão reduzidos gradualmente;
-   A partir de 2033, a arrecadação será exclusivamente via CBS e IBS.

Durante esse período, a forma de recolhimento pelo Simples Nacional também será ajustada.

Isso exige atenção redobrada dos contadores, que precisarão acompanhar cada etapa da regulamentação, especialmente aquelas que tratam da integração da CBS e do IBS ao regime simplificado.

## Como você deve orientar seus clientes nesse cenário

O seu principal papel neste cenário de transição será o elo entre a complexidade da reforma e a tomada de decisão segura no dia a dia do cliente, mostrando, com clareza e estratégia, que é possível se antecipar e transformar essas mudanças em vantagem competitiva.

Você pode (e deve) ajudar seus clientes a:

-   Entender as diferenças entre apuração “por dentro” e “por fora” do DAS, de forma didática e aplicada ao modelo de negócio dele;
-   Simular os impactos reais no caixa, no preço final e na margem de lucro;

-   Avaliar com calma se faz sentido manter o modelo atual ou se é hora de se preparar para uma nova forma de tributação;

-   Reorganizar rotinas fiscais, implementando soluções mais automatizadas e sustentáveis.

Também vale lembrar em toda conversa com o cliente:

-   A reforma está em construção e será implementada aos poucos;
-   O Simples Nacional continua existindo — mas ele vai se adaptar;

-   A escolha pelo modelo ideal não é uma corrida, e sim uma decisão estratégica baseada em dados, volume de compras, tipo de cliente e estrutura de operação.

Seu olhar técnico é o que vai traduzir a nova legislação em caminhos viáveis, com menos estresse e mais resultados.

## Como a Omie ajuda contadores e empresas a se prepararem

A Omie oferece um [ecossistema completo para contadores](https://www.omie.com.br/contadores-ecossistema/) para facilitar a adaptação ao novo sistema tributário.

Com ferramentas como o [Painel do Contador](https://www.omie.com.br/funcionalidades/painel-do-contador/), você tem visão em tempo real da rotina fiscal de seus clientes; com o [OneFlow](https://oneflow.com.br/), você automatiza tarefas contábeis; e com o [GClick](https://www.omie.com.br/gclick/), você centraliza as rotinas do escritório.

Outros diferenciais importantes para esse momento de transição:

-   ERP gratuito para contadores;
-   Diagnóstico empresarial com Omie.Simbiose;
-   Integração com ferramentas fiscais e financeiras;
-   Materiais e [cursos atualizados sobre a Reforma Tributária](https://www.omie.com.br/reforma-tributaria/certo/);

## Conclusão: o Simples Nacional não acabou, mas ficou mais complexo

A Reforma Tributária promete avançar rumo à simplificação do sistema, mas no caso das MPEs e dos contadores, o desafio é tornar a transição compreensível e funcional.

Mais do que nunca, você precisará se posicionar como parceiro estratégico, orientando seus clientes com clareza, conhecimento e ferramentas certas. E é isso que a gente oferece: suporte para que você continue sendo essencial para o crescimento dos negócios em que atua.
Quer saber mais? Conheça nossa [parceria para contadores](https://www.omie.com.br/contadores-parceiros/) e se torne um protagonista da nova era tributária brasileira.
