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title: "TCU define alíquota da CBS em 11,3% para 2027: Impactos | Omie"
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description: O TCU definiu a alíquota de referência da CBS em 11,3% para 2027. Entenda como o fim do PIS e Cofins afeta a formação de preços e o caixa da sua empresa.
updated: 2026-10-28
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# TCU define alíquota da CBS em 11,3% para 2027: o que muda na sua empresa?

A Reforma Tributária deixou de ser um projeto distante e começou a ganhar números definitivos: **o Tribunal de Contas da União (TCU) calculou em 11,3% a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027**, que ainda depende de validação do Senado Federal.

Essa definição permite que as empresas **comecem a avaliar os possíveis impactos do novo tributo sobre os custos, as margens de lucro e a [precificação de produtos e serviços](https://www.omie.com.br/blog/reforma-tributaria-como-preparar-precos-e-margens/)**.

A seguir, entenda como a alíquota de 11,3% pode afetar o planejamento financeiro e o que sua empresa precisa considerar para se preparar para a transição tributária.

## O que significa a alíquota de 11,3% da CBS definida pelo TCU?

A alíquota de 11,3%, aprovada nesta quarta-feira (28) pelo TCU, representa **o percentual de referência da CBS previsto para 2027, quando o tributo substituirá o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).**

Para que a transição ocorra de forma neutra, ou seja, sem aumentar a carga tributária global do país, o governo precisou **calcular qual seria o percentual exato dessa cobrança**.

O TCU auditou os [dados enviados pelo Ministério da Fazenda](https://www.omie.com.br/blog/modelo-calculo-cbs-receita-federal-tcu/) e chegou ao índice de **11,3468%**, que foi arredondado para a alíquota de referência de 11,3%.

Esse percentual contempla, inclusive, os [redutores previstos na legislação](https://www.omie.com.br/blog/licitacoes-iva-dual-redutor-ibs-cbs/), como ajustes voltados para as compras da administração pública.

Agora, **o texto segue para o Senado Federal**, que tem até o dia **15 de dezembro** para [fixar o valor definitivo](https://www.omie.com.br/blog/aliquota-referencia-cbs-dezembro-reforma-tributaria/) por meio de resolução.

## O impacto prático no caixa e na formação de preços das empresas

Muitos empreendedores olham para o número de 11,3% e instintivamente o somam aos custos atuais, temendo uma perda drástica de margem.

Essa leitura inicial ignora a principal mudança estrutural do novo sistema: **a alteração na forma como os [créditos tributários são aproveitados](https://www.omie.com.br/blog/como-funciona-os-creditos-tributarios-e-iva-na-reforma/)**.

Substituir o PIS e a Cofins pela CBS altera a espinha dorsal da formação de preços. Atualmente, o modelo tributário brasileiro é repleto de impostos em cascata e restrições sobre o que gera crédito financeiro para a empresa. O novo modelo adota um padrão global de **[Imposto sobre Valor Agregado (IVA)](https://www.omie.com.br/blog/iva-cbs-ibs-como-funciona/)**.

A transição exige que as planilhas de custo sejam refeitas. Produtos que hoje possuem benefícios fiscais específicos podem sofrer alterações, enquanto operações com cadeias de suprimento longas tendem a se beneficiar da limpeza dos impostos ocultos.

### Não cumulatividade plena: a nova lógica de créditos

A palavra-chave da CBS é a **[não cumulatividade plena](https://www.omie.com.br/blog/nao-cumulatividade-plena-iva-28-reforma-tributaria/)**. O mecanismo de crédito financeiro garante que o imposto pago em uma etapa da cadeia produtiva seja integralmente descontado na etapa seguinte.

Imagine uma indústria que compra matéria-prima para fabricar cadeiras. Sob as regras da CBS, o valor de 11,3% que já foi recolhido pelo fornecedor da madeira e do aço **vira um crédito real para a indústria**.

Quando a cadeira for vendida ao varejista, o imposto **incidirá apenas sobre o valor que foi efetivamente adicionado ao produto, e não sobre o preço total acumulado**.

O empreendedor não absorve o custo dos 11,3% como uma despesa cega. A empresa atua como uma arrecadadora no meio da cadeia.

Quem suporta o peso final da alíquota é **o consumidor na ponta da linha**. Essa dinâmica exige um controle rigoroso das compras e vendas, pois [perder o registro de um crédito](https://www.omie.com.br/blog/66-por-cento-notas-fiscais-perda-credito-reforma/) significará deixar dinheiro na mesa.

> Conheça: [Calculadora da Reforma Tributária](https://www.omie.com.br/reforma-tributaria/calculadora/).

## Como a tecnologia prepara sua gestão para as regras de 2027

A tecnologia prepara sua gestão para as regras tributárias de 2027 ao **automatizar cálculos fiscais, integrar informações e reduzir falhas durante a transição para a CBS**.

A convivência entre o sistema tributário atual e as novas regras da CBS criará **um período de transição complexo**.

Durante alguns meses, as empresas precisarão apurar impostos antigos e novos simultaneamente.

Tentar gerenciar essa duplicidade em planilhas manuais ou sistemas desatualizados é **um convite direto a multas e passivos fiscais**.

A adaptação segura exige **infraestrutura digital**. Um **sistema de gestão moderno** transforma essa dor legal em automação invisível para o usuário.

No **ecossistema da Omie**, por exemplo, o **[motor fiscal inteligente](https://www.omie.com.br/blog/como-adequar-empresa-reforma-tributaria-erp-omie/)** é atualizado constantemente na nuvem.

A emissão de um documento fiscal consulta a legislação em **tempo real**, calculando alíquotas, regras de transição e retenções sem exigir que o faturista decore manuais ou o contador precise auditar nota por nota.

Ao automatizar o fluxo, a nota fiscal emitida já alimenta o controle de estoque, registra as contas a receber e envia as informações estruturadas para o **Painel do Contador**.

A tecnologia garante que os créditos da CBS sejam apurados corretamente desde o primeiro dia de vigência, protegendo a margem de lucro do negócio.

## Acompanhe as mudanças sem perder o foco no seu negócio

A Reforma Tributária representa a maior transformação na gestão de negócios das últimas décadas no Brasil.

As definições do TCU e do Senado mostram que **o cronograma está avançando rapidamente**, e a janela de oportunidade para **revisar a governança financeira da sua empresa** está aberta agora.

Acompanhar essas regulamentações não precisa gerar ansiedade ou paralisar sua operação.

**Informação de qualidade e tecnologia adequada** são os melhores antídotos contra a insegurança jurídica.

Mantenha sua empresa um passo à frente da transição. Fique por dentro de todas as novidades, prazos e impactos da Reforma Tributária **assinando a nossa newsletter e acompanhando os canais oficiais da Omie.**

Transforme a complexidade fiscal em diferencial competitivo e deixe a burocracia por conta da tecnologia.

## Dúvidas frequentes sobre a CBS

### O que é a CBS na Reforma Tributária?

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é a parcela federal do novo IVA Dual brasileiro. Ela unifica e substitui definitivamente o PIS e a Cofins, incidindo sobre o consumo de produtos e serviços.

### Quando a CBS começa a ser cobrada?

A transição começa em 2026 com uma alíquota teste de 0,9%. A cobrança integral da CBS, substituindo as regras anteriores, entra em vigor em 2027, momento em que o PIS e a Cofins serão extintos.

### O Senado ainda pode alterar a alíquota de 11,3%?

Sim. O Senado Federal tem o prazo constitucional até o dia 15 de dezembro para fixar a alíquota por meio de resolução. Os senadores usarão o cálculo do TCU como base, mas podem aprovar o número de 11,3% ou ajustá-lo.

> Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na [central da Reforma Tributária da Omie](https://www.omie.com.br/reforma-tributaria/).
