PIS COFINS: saiba o que é, alíquotas e como calcular

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No labirinto tributário brasileiro, PIS e COFINS formam uma dupla de peso para qualquer empresa. Com regras detalhadas, diferenças entre regimes e impactos diretos na saúde financeira, compreender essas contribuições é fundamental para quem busca autonomia e segurança na gestão do negócio.

Este guia foi desenvolvido para eliminar dúvidas, prevenir erros financeiros e mostrar como a tecnologia pode transformar a rotina fiscal, preparando sua empresa desde já para as mudanças que virão com a CBS na Reforma Tributária.

O que é PIS e COFINS: entenda o papel de cada contribuição

O PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são contribuições sociais obrigatórias para a maioria das empresas brasileiras. Apesar de aparecerem sempre juntas nos cálculos, cada uma tem uma finalidade própria e ambas impactam profundamente o caixa do negócio.

O PIS tem como foco financiar benefícios voltados ao trabalhador, como abono salarial e seguro-desemprego. Isso representa uma forma de proteção social que ampara milhões de brasileiros em momentos de necessidade e mantém a economia girando, mesmo diante de crises.

A COFINS, por sua vez, destina-se ao financiamento da seguridade social, abrangendo saúde, assistência e previdência. Os recursos arrecadados sustentam hospitais, programas sociais e aposentadorias. Para o empresário, entender esses destinos é mais do que um detalhe técnico: é saber por que a carga tributária existe e como ela retorna à sociedade.

Compreender a função social dessas contribuições e seu impacto no negócio é passo essencial para uma gestão tributária eficiente e responsável.

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Alíquotas do PIS e da COFINS: como funcionam cada uma

As alíquotas de PIS e COFINS variam conforme o regime tributário adotado. Existem dois principais: o cumulativo, típico do lucro presumido, e o não cumulativo, obrigatório no lucro real. Essa diferença é uma das maiores causas de confusão entre empreendedores – e pode gerar pagamentos a maior ou autuações fiscais se não for bem compreendida.

No regime cumulativo, as alíquotas são:

  • PIS: 0,65%;
  • COFINS: 3,0%;
  • Não há possibilidade de deduzir créditos fiscais relativos a insumos ou despesas.

No regime não cumulativo:

  • PIS: 1,65%;
  • COFINS: 7,6%;
  • Permite a dedução de créditos fiscais sobre diversas despesas essenciais para o negócio.
Regime TributárioPIS (%)COFINS (%)Créditos Tributários
Cumulativo0,653,0Não
Não cumulativo1,657,6Sim

Outro ponto de atenção é a diferença entre faturamento e receita bruta. Faturamento refere-se à soma das vendas de produtos ou serviços, enquanto a receita bruta pode englobar outros tipos de receitas, como financeiras. A base de cálculo do PIS/COFINS é a receita bruta, então qualquer erro nesse conceito pode resultar em pagamentos indevidos ou autuações.

A correta aplicação das alíquotas exige atenção ao regime adotado, à base de cálculo e à atualização constante das tabelas fiscais. Manter controles internos e sistemas automatizados é fundamental para não perder dinheiro nem correr riscos fiscais.

Principais diferenças entre regime cumulativo e não cumulativo

A escolha entre regime cumulativo e não cumulativo é estratégica e afeta diretamente o valor das contribuições. Entenda as mecânicas e o impacto de cada um.

No regime cumulativo, obrigatório para empresas do lucro presumido e alguns setores específicos:

  • O cálculo é feito de forma direta, aplicando-se as alíquotas reduzidas sobre toda a receita bruta do mês;
  • Não existe abatimento de créditos fiscais, o que simplifica a apuração, porém pode tornar o tributo mais pesado para empresas com muitos custos operacionais;
  • É indicado para negócios com estrutura de custos enxuta, como prestadoras de serviços intelectuais ou com poucas despesas dedutíveis.

No regime não cumulativo, obrigatório para empresas do lucro real:

  • As alíquotas são mais altas, mas a empresa pode descontar créditos relativos a insumos, energia elétrica, aluguéis e outras despesas diretamente ligadas à atividade;
  • O cálculo é mais complexo, exige controle rigoroso dos documentos fiscais e das despesas, mas pode gerar economia relevante. Por exemplo, uma indústria ou comércio que compra muitos insumos pode reduzir significativamente o valor devido de PIS e COFINS.

Mesmo pagando mais na alíquota, o não cumulativo pode ser vantajoso para operações fiscais com muitos custos e insumos. Já empresas com poucos gastos dedutíveis tendem a se beneficiar da simplicidade do cumulativo.

No dia a dia, a escolha do regime deve considerar o perfil da empresa, o volume de receitas, a quantidade de despesas dedutíveis e a capacidade de controle fiscal. Uma decisão errada pode comprometer margens de lucro e até gerar riscos fiscais.

Como identificar o melhor regime para a sua empresa

A decisão entre os regimes cumulativo e não cumulativo não deve ser feita de forma automática. É preciso analisar, cuidadosamente, a estrutura de custos, o volume de receitas, o setor de atuação e o potencial de aproveitamento de créditos.

Veja os principais critérios para orientar essa escolha:

  • Volume de receitas: negócios com faturamento elevado precisam analisar se o abatimento de créditos compensa a alíquota maior do não cumulativo;
  • Gastos com insumos e despesas operacionais: quanto mais despesas dedutíveis, maior a chance do não cumulativo ser vantajoso;
  • Capacidade de controle e compliance fiscal: o não cumulativo exige gestão rigorosa das notas fiscais, créditos e obrigações acessórias;
  • Setor de atuação: setores industriais, comércio atacadista e empresas de serviços que utilizam muitos insumos costumam optar pelo não cumulativo. Consultorias e prestadoras de serviço intelectual, com folha de pagamento como principal custo, tendem a ficar no cumulativo.

Exemplo prático: uma empresa de tecnologia, que investe em softwares, equipamentos, energia e treinamentos, pode ter grandes ganhos ao escolher o não cumulativo. Já uma consultoria estratégica, com poucos custos além dos salários, encontra mais simplicidade e economia no cumulativo.

O suporte do contador é fundamental. O profissional pode simular cenários, comparar o valor dos tributos em cada regime e orientar a empresa na escolha mais vantajosa.

ERPs especializados, que oferecem ferramentas para gestão tributária, ajudam a simular cenários, controlar créditos e evitar erros na definição do regime. Isso fortalece a autonomia financeira e o compliance fiscal.

Como calcular PIS e COFINS na prática: fórmula e exemplo

Com o regime tributário definido, é hora de calcular o valor a ser recolhido. O ponto de partida é sempre a receita bruta mensal, sobre a qual incidem as alíquotas correspondentes.

No regime cumulativo:

  • Valor devido = Receita bruta x Alíquota
  • Exemplo: faturamento de R$ 100.000 no mês:
    • PIS: R100.000×0,65 100.000 x 0,65% = R100.000×0,65 650
    • COFINS: R100.000×3 100.000 x 3% = R100.000×3 3.000
    • Total: R$ 3.650

No regime não cumulativo:

  • Valor devido = (Receita bruta x Alíquota) – Créditos Tributários
  • Exemplo: indústria com receita de R200.000eR 200.000 e R200.000eR 60.000 de despesas dedutíveis:
    • PIS: (R200.000×1,65 200.000 x 1,65%) – (R200.000×1,65 60.000 x 1,65%) = R3.300–R 3.300 – R3.300–R 990 = R$ 2.310
    • COFINS: (R200.000×7,6 200.000 x 7,6%) – (R200.000×7,6 60.000 x 7,6%) = R15.200–R 15.200 – R15.200–R 4.560 = R$ 10.640
    • Total: R$ 12.950

Importante: O STF decidiu que o ICMS destacado na nota fiscal não deve compor a base de cálculo do PIS e COFINS. Ou seja, antes de aplicar a alíquota, exclua o valor do ICMS da receita bruta. Essa mudança pode representar uma economia significativa e evitar bitributação.

A correta apuração exige atenção ao preenchimento das notas fiscais, controle dos créditos e acompanhamento das obrigações acessórias. Erros comuns, como não excluir o ICMS da base ou utilizar despesas não permitidas como crédito, podem gerar pagamentos indevidos e risco de autuação.

Automatizar o cálculo e manter equipes treinadas é fundamental para garantir precisão e compliance.

Dicas para evitar erros e autuações no cálculo do PIS e COFINS

Evitar autuações fiscais e prejuízos depende de atenção aos detalhes e atualização constante. Confira recomendações essenciais:

  • Analise corretamente o tipo de receita: vendas, prestação de serviços, exportação e operações isentas têm regras específicas;
  • Exclua o ICMS da base de cálculo, conforme orienta a jurisprudência vigente;
  • Confira as alíquotas de acordo com o regime tributário e mantenha tabelas sempre atualizadas;
  • No regime não cumulativo, revise periodicamente as regras para aproveitamento de créditos e utilize apenas despesas permitidas;
  • Acompanhe as mudanças na legislação e ajuste processos internos sempre que necessário;
  • Utilize sistemas de gestão integrados para automatizar apuração, reduzir erros humanos e garantir a atualização das regras.

A prevenção de falhas e o investimento em tecnologia são os melhores caminhos para evitar autuações fiscais e multas. Uma equipe bem treinada e sistemas automatizados tornam a empresa mais segura e eficiente.

O que muda com a chegada da CBS em 2027

A Reforma Tributária aprovada em 2023 vai revolucionar o sistema de contribuições sociais. O PIS e a COFINS serão substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), prevista para entrar em vigor a partir de 2027.

Com a CBS, haverá a unificação das duas contribuições em um único tributo, tornando o processo de apuração mais simples, eliminando boa parte das exceções e regimes especiais que hoje confundem gestores e contadores.

Principais novidades da CBS:

  • Alíquota única, aplicável à maioria das operações de bens e serviços;
  • Crédito pleno e automático para todas as empresas, eliminando restrições que hoje existem em alguns setores;
  • Menos exceções e regimes diferenciados, o que reduz a complexidade e o risco de interpretações divergentes;
  • Apuração mais ágil, facilitando a automação dos cálculos e o compliance.

Empresas que já investem em digitalização e integração de processos estarão mais preparadas para a transição. Antecipar adaptações evita custos extras, retrabalho e eventuais penalidades por não conformidade.

Quando e como se preparar para as novas regras da CBS

A transição para a CBS não será automática e exigirá planejamento. Veja como se antecipar com segurança:

  • Realize diagnóstico tributário detalhado, identificando pontos de vulnerabilidade e oportunidades de otimização;
  • Atualize o ERP ou sistema de gestão para garantir que ele esteja pronto para as novas demandas fiscais;
  • Revise processos de apuração de tributos, conferência de créditos e controle documental;
  • Invista na capacitação das equipes, preparando-as para lidar com novos fluxos e obrigações;
  • Acompanhe de perto as normas complementares e as decisões do Congresso relacionadas à CBS;
  • Prefira soluções tecnológicas que ofereçam suporte automático para mudanças na legislação, reduzindo a dependência de intervenções manuais.

A preparação antecipada reduz riscos de não conformidade, evita paralisações e permite que sua empresa aproveite todas as vantagens do novo modelo tributário. Encarar a chegada da CBS como uma oportunidade de modernização é fundamental para manter a competitividade e a segurança fiscal.

Como o ERP Omie facilita o cálculo do PIS, COFINS e a transição para a CBS

A apuração manual do PIS e COFINS é um campo minado para erros e pode custar caro para a empresa. O ERP Omie foi criado para automatizar cada etapa desse processo, proporcionando mais precisão, agilidade e tranquilidade para negócios de todos os portes.

No Omie, tudo começa pela identificação automática do regime tributário, seja cumulativo ou não cumulativo. O sistema aplica as alíquotas corretas em cada movimentação, controla os créditos fiscais no não cumulativo e faz a apuração mensal de forma integrada com as obrigações acessórias exigidas pela Receita Federal.

A inteligência artificial fiscal da Omie preenche automaticamente arquivos como a EFD-Contribuições, integra-se com a contabilidade e reduz drasticamente a chance de falhas humanas ou retrabalho.

Com a chegada da CBS, o Omie fará a adaptação automática das regras tributárias, mantendo a empresa em conformidade sem que o gestor precise aprender fluxos novos ou se preocupar com mudanças técnicas. Isso libera tempo para focar no crescimento do negócio e reduz o estresse com fiscalizações.

Destaques do Omie na gestão tributária:

  • Automatização completa do cálculo de PIS e COFINS, com aplicação de regras atualizadas e controle de créditos;
  • Atualização instantânea das normas fiscais e tabelas;
  • Integração com a contabilidade e entrega facilitada de obrigações acessórias;
  • Plataforma intuitiva e flexível, que se adapta a diferentes portes e segmentos de empresa.

Utilizar um ERP robusto e atualizado é o caminho mais seguro para atravessar as mudanças do sistema tributário e garantir autonomia financeira.

Para se aprofundar, conheça outros conteúdos do blog e faça o download de materiais gratuitos sobre gestão tributária. Prepare sua empresa para o futuro com tecnologia, segurança e autonomia fiscal.

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