A Reforma Tributária é uma mudança de rota, não um evento pontual. Ela acontece ao longo de aproximadamente 10 anos e começa a ter efeito prático já em 2026. Por isso, mais importante do que decorar siglas como IBS e CBS é entender o cronograma de transição e o que cada etapa exige da sua empresa.
O ponto de atenção para o empreendedor é claro. Durante vários anos, o sistema antigo continua existindo ao mesmo tempo em que o novo entra em operação. Isso aumenta a necessidade de conformidade fiscal, organização de cadastros e controle de notas. Quem deixa para ajustar processos e tecnologia na última hora tende a ter mais retrabalho e maior risco de inconsistência nos registros.
Neste guia, você vai ver o cronograma reforma tributária por fases, o que muda a partir de 2026 e quais ações práticas ajudam sua empresa a atravessar o período de transição com mais previsibilidade.
Acompanhe.
2024 e 2025: período de regulamentação
Os anos de 2024 e 2025 são marcados pela consolidação das regras por meio de leis complementares e definições operacionais do novo modelo. Para o empreendedor, é um período de preparação estratégica. O foco não é “emitir diferente” ainda, mas mapear impacto.
O que vale fazer nessa etapa:
- Revisar como seu setor se comporta com a lógica do IVA Dual e do crédito financeiro;
- Estruturar Planejamento Tributário para 2026 com base no que já está sendo regulamentado;
- Auditar processos internos de compras, faturamento e cadastro para reduzir inconsistências;
- Avaliar se o sistema atual suporta um cenário de transição, ou se tende a exigir controles paralelos.
A recomendação mais segura aqui é começar a organizar dados e processos antes do ano de teste, porque o ajuste costuma levar mais tempo do que o empresário imagina.
2026: início da convivência e alíquotas de teste
Este é o marco prático do cronograma. Em 2026, o novo modelo começa a existir formalmente com alíquotas de teste. Ao mesmo tempo, os tributos antigos continuam sendo aplicados.
Em janeiro de 2026, inicia-se a cobrança da CBS, na esfera federal, com alíquota de teste de 0,9%. Também entra o IBS, na esfera estadual e municipal, com alíquota de teste de 0,1%.
O grande desafio de adaptação é a convivência. A empresa passa a lidar com o sistema antigo e o novo simultaneamente, o que exige disciplina na gestão de notas fiscais, consistência de cadastro e rastreabilidade de operações.
Nesse ponto, planilhas e controles manuais tendem a falhar porque aumentam risco de divergência e retrabalho.
A IA Fiscal Omie entra como camada de automação para apoiar esse cenário de dupla apuração, mantendo a emissão alinhada às regras em vigor, sem depender de ajustes manuais constantes de tabelas.
2027 e 2028: extinção de PIS e Cofins e mudança no IPI
A transição avança e o cronograma começa a substituir tributos federais de forma mais definitiva. A partir de 2027, PIS e Cofins deixam de existir, sendo absorvidos pela CBS. Isso simplifica a estrutura federal, mas exige que a empresa esteja com processos e parametrizações coerentes com o modelo novo.
O IPI, por sua vez, passa a ter alíquota reduzida a zero para a maioria dos produtos, com exceções específicas, especialmente ligadas à competitividade da Zona Franca de Manaus.
Na prática, esse período costuma gerar ajustes importantes de fluxo, porque tributos e créditos mudam de lugar. O controle de fluxo de caixa precisa refletir a nova dinâmica para que o gestor não tome decisão baseada em um cenário que já mudou.
2029 a 2032: transição gradual do ICMS e do ISS
Aqui entra o trecho mais longo do cronograma. ICMS e ISS não acabam de uma vez. Eles são reduzidos progressivamente até a extinção completa.
Esse período exige atenção por três motivos:
- Coexistência prolongada de regras, com impacto em operações, precificação e compliance;
- Necessidade de manter histórico de dados limpo para lidar com transição de créditos e auditorias;
- Dependência ainda maior de tecnologia para evitar inconsistências repetidas, principalmente em empresas com alto volume de notas.
É também o momento em que a organização de cadastros, NCMs, CSTs e regras fiscais precisa estar madura, porque o risco não está apenas no imposto em si, mas na rastreabilidade do que foi apurado e como foi registrado.
2033: o novo sistema entra plenamente em vigor
Em 2033, a transição termina e o sistema antigo é encerrado. A empresa passa a operar com o modelo novo como padrão, com CBS e IBS como eixos centrais da tributação sobre consumo.
Nesse estágio, a lógica de destino ganha peso operacional e a gestão fiscal passa a exigir ainda mais clareza sobre operação, emissão e cadeia de créditos. Chegar em 2033 bem significa ter atravessado os anos anteriores com organização, processo e tecnologia.
Checklist de preparação: o que fazer agora
A Reforma Tributária não exige apenas mudança de guia. Ela exige que o dado seja confiável. Por isso, as ações práticas são simples na forma, mas importantes na execução.
Veja um checklist direto para começar.
- Auditar cadastros críticos, como NCM, CNAE e regras fiscais associadas;
- Revisar o processo de emissão e compras para reduzir inconsistência de classificação;
- Treinar quem lida com notas e rotinas fiscais, com foco em disciplina de processo;
- Estruturar relatórios e rotinas de conferência para garantir conformidade contínua;
- Migrar de controles manuais para um sistema que acompanhe a legislação com atualizações automáticas, reduzindo dependência de ajustes operacionais.
Quem se antecipa, lidera
O cronograma da reforma tributária não é motivo para paralisar decisões. Ele é um mapa para preparar a empresa com calma e método.
A fase prática começa em 2026 e exige convivência entre regimes. Isso aumenta a necessidade de tecnologia, organização e conformidade fiscal. Quem se organiza antes evita ajustes apressados e fortalece competitividade ao longo de toda a transição.
Não espere 2026 chegar para organizar seu fiscal. Prepare sua empresa hoje com o ecossistema Omie e tenha tranquilidade durante toda a transição da Reforma.
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