Abrir um CNPJ como MEI é uma das formas mais simples de formalizar um negócio no Brasil. A proposta do modelo é reduzir burocracia e facilitar o pagamento de impostos para quem está começando.
Mesmo assim, muitos microempreendedores ainda têm dúvidas sobre o DAS. Alguns não sabem exatamente o que estão pagando. Outros esquecem de emitir a guia mensal e acabam entrando em inadimplência sem perceber.
Entender como funciona o DAS é essencial para manter o CNPJ regular, garantir direitos previdenciários e evitar problemas fiscais no futuro.
Neste guia, você vai entender o que é DAS, o que compõe o valor dessa guia, como emitir o documento corretamente e o que acontece quando o pagamento não é feito.
Acompanhe.
O que é DAS e por que ele é vital para o MEI?
O DAS é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Ele funciona como a guia mensal de impostos do Microempreendedor Individual. Em vez de pagar vários tributos diferentes, o MEI faz um único pagamento mensal. Essa guia reúne todos os impostos obrigatórios do regime. Por isso, o DAS costuma ser chamado de taxa única de formalização do MEI.
Quando o microempreendedor paga o DAS em dia, ele mantém o CNPJ ativo e regular perante o governo. Além disso, o pagamento garante acesso a direitos previdenciários importantes.
Entre os benefícios vinculados ao pagamento do DAS estão:
- Aposentadoria por idade;
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte para dependentes.
Outro ponto importante é que o DAS deve ser pago mesmo quando o MEI não teve faturamento no mês. O tributo está relacionado à existência do CNPJ e à contribuição previdenciária do empreendedor, não apenas às vendas realizadas.
O que compõe o valor do DAS em 2026?
O valor do DAS é relativamente baixo quando comparado a outros regimes tributários. Isso acontece porque o modelo do MEI foi criado justamente para simplificar a formalização de pequenos negócios.
A guia reúne três tipos de tributos.
Contribuição ao INSS
A maior parte do valor pago no DAS corresponde à contribuição previdenciária (INSS). Esse valor representa 5% do salário mínimo vigente e garante ao microempreendedor acesso aos benefícios do INSS. Essa contribuição é o que permite ao empreendedor acumular tempo de contribuição para aposentadoria e outros direitos previdenciários.
ICMS para comércio ou indústria
Empreendedores que atuam com venda de produtos ou atividades industriais pagam um valor adicional referente ao ICMS. Esse imposto estadual está relacionado à circulação de mercadorias. Para o MEI, o valor é fixo e simbólico, atualmente equivalente a R$ 1.
ISS para prestadores de serviço
Quem trabalha com prestação de serviços paga um adicional referente ao ISS, que é um imposto municipal. Assim como o ICMS, o valor também é fixo dentro do modelo do MEI. O adicional de ISS corresponde a R$ 5.
Dependendo da atividade cadastrada no CNPJ, o MEI pode pagar:
- INSS + ICMS;
- INSS + ISS;
- INSS + ICMS + ISS.
Passo a passo: como emitir a guia do DAS mensalmente
Emitir o DAS é um processo simples e pode ser feito em poucos minutos O documento é gerado por meio do PGMEI, o Programa Gerador do DAS para o Microempreendedor Individual.
Veja como emitir a guia.
Acesse o Portal do Empreendedor
Entre no Portal do Empreendedor ou no ambiente do Simples Nacional destinado ao MEI. Ali você encontrará o acesso ao PGMEI.
Informe seu CNPJ
Dentro do sistema, basta informar o número do CNPJ do MEI para acessar o painel de emissão das guias.
Escolha o mês de competência
A competência representa o mês de referência da cobrança. Por exemplo, o DAS referente ao mês de março corresponde à competência de março, mesmo que o pagamento aconteça no mês seguinte.
Gere o boleto ou código de pagamento
Depois de selecionar o mês desejado, o sistema gera a guia para pagamento. O documento pode ser pago por boleto bancário, aplicativo de banco ou código de pagamento.
Atenção ao vencimento
O DAS vence no dia 20 de cada mês. Caso o dia 20 caia em um fim de semana ou feriado, o vencimento passa para o próximo dia útil. Manter atenção a esse prazo evita juros e multas por atraso.
O que acontece se eu não pagar o DAS?
Quando o DAS deixa de ser pago, o MEI entra em situação de inadimplência. No começo, o problema pode parecer pequeno. Porém, com o tempo, a falta de pagamento pode gerar consequências importantes.
Entre os principais impactos estão:
- Cobrança de juros e multas sobre as guias em atraso;
- Perda temporária de direitos previdenciários;
- Dificuldade para emitir certidões negativas;
- Inscrição do débito em dívida ativa.
Em casos mais graves, o CNPJ pode até ser cancelado pelo governo após um longo período de inadimplência. Por isso, manter o pagamento da guia em dia é uma das responsabilidades mais importantes do microempreendedor.
DAS e gestão financeira: como não esquecer de pagar
Para muitos empreendedores iniciantes, o desafio não é apenas entender o imposto, mas manter a organização financeira do negócio. A falta de controle sobre entradas e saídas de dinheiro pode fazer o pagamento do DAS passar despercebido.
Algumas práticas ajudam a evitar esse problema.
Criar lembretes mensais
Como o vencimento ocorre sempre no dia 20, criar lembretes no celular ou calendário pode ajudar a lembrar do pagamento.
Manter controle do fluxo de caixa
Registrar receitas e despesas permite entender quanto dinheiro realmente entrou no negócio. Esse controle ajuda a reservar o valor necessário para pagar impostos e outras obrigações.
Usar ferramentas de gestão financeira
Sistemas de gestão ajudam a centralizar informações financeiras em um único ambiente. Quando o fluxo de caixa está organizado, fica mais fácil acompanhar despesas, registrar vendas e lembrar obrigações fiscais.
Com o sistema de gestão Omie, o empreendedor consegue visualizar entradas e saídas de dinheiro, acompanhar o faturamento e organizar suas obrigações financeiras de forma mais clara.
Do DAS à nota fiscal: profissionalizando sua jornada com a Omie
Pagar o DAS em dia é apenas uma parte da gestão de um negócio. À medida que o empreendimento cresce, outras responsabilidades aparecem. Entre elas estão a emissão de notas fiscais, o controle de faturamento e o acompanhamento do limite de receita permitido para o MEI.
Quando essas informações ficam espalhadas entre planilhas e aplicativos diferentes, o risco de erro aumenta.
Com o sistema de gestão Omie, o empreendedor consegue centralizar emissão de notas fiscais, controle financeiro e acompanhamento do faturamento no mesmo ambiente. Isso ajuda a entender melhor a realidade financeira do negócio e evita surpresas quando o faturamento se aproxima do limite do MEI.
Além disso, ter dados organizados facilita a transição para outros regimes empresariais quando o negócio cresce e precisa evoluir para uma microempresa.
Quer manter seu CNPJ regular sem dor de cabeça? Organize suas finanças e controle seus impostos com facilidade. Conheça as ferramentas gratuitas da Omie para microempreendedores.





