A tabela CFOP atua como a bússola da gestão fiscal no mercado brasileiro. Dominar esses códigos significa evitar erros graves, ganhar tempo produtivo e manter a empresa totalmente longe de multas operacionais. Se você está cansado de perder horas tentando decifrar códigos fiscais em notas, saiba que seu próximo passo é entender como usar a tabela CFOP para simplificar processos e automatizar tarefas repetitivas.
Neste guia, você aprende a consultar e aplicar a tabela CFOP sem mistério. Descubra como identificar rapidamente os códigos de entrada e saída, evitar falhas na emissão de notas fiscais e potencializar sua rotina com automação.
Como ler e interpretar a tabela CFOP
A tabela CFOP organiza os códigos fiscais de forma lógica, separando operações de entrada, saída e o tipo de movimentação. Os primeiros dígitos revelam se a operação é interna, interestadual ou internacional.
Empreendedores e gestores que dominam esse padrão ganham autonomia e conseguem tomar decisões rápidas. A tabela CFOP é o ponto de partida para a parametrização de qualquer ERP ou sistema de gestão.
Para entender os conceitos básicos e a importância fiscal, acesse o nosso guia completo sobre CFOP.
A lógica dos prefixos: entradas e saídas
Os códigos CFOP de entrada sempre começam pelos números 1, 2 ou 3, enquanto os códigos de saída iniciam com 5, 6 ou 7. Essa divisão simples resolve a grande maioria das dúvidas no momento de preencher uma nota fiscal de venda ou compra.
Por exemplo: o código 1101 representa uma entrada interna, ao mesmo tempo em que o 5102 indica uma venda dentro do próprio estado. Ao identificar o prefixo correto, você direciona o preenchimento dos documentos sem erros ou retrabalhos.
Tabela CFOP: grupos de entradas (compras e aquisições)
As entradas na tabela CFOP representam todas as movimentações que chegam até a empresa, incluindo mercadorias, ativos imobilizados ou serviços. Esses códigos são agrupados conforme a origem da operação mesmo que tenham a mesma função, que pode ser estadual, interestadual ou internacional. Veja os grupos:
Entradas internas (iniciadas em 1)
Se a compra é realizada dentro do seu próprio estado, selecione códigos que iniciam com o número 1:
- 1101: compra para industrialização ou produção rural;
- 1102: compra para comercialização;
- 1202: devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros;
- 1556: compra de material para uso ou consumo.
Escolher o código correto de forma precisa evita retrabalhos manuais e elimina inconsistências fiscais com o Fisco.
Entradas interestaduais (iniciadas em 2)
Para compras realizadas em outros estados da federação, utilize o CFOP iniciado com o número 2:
- 2111: compra para industrialização de mercadoria recebida anteriormente em consignação industrial;
- 2403: compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária;
- 2556: compra de material para uso ou consumo.
Esse agrupamento organizado é essencial para realizar o controle de impostos diferenciados entre as regiões.
Entradas do exterior (iniciadas em 3)
As operações de importação exigem o uso do CFOP iniciado pelo número 3, com atenção especial para:
- 3127: compra para industrialização sob o regime de drawback;
- 3556: compra de material para uso ou consumo.
Trabalhar com a classificação correta dessas informações evita o retrabalho desnecessário e acelera o fechamento do mês.
Confira também: o que é o código CST? Entenda quais são os Códigos de Situação Tributária e quando usar.
Tabela CFOP: grupos de saídas (vendas e transferências)
Os códigos de saída indicam todas as operações que a empresa envia para fora, como vendas, transferências ou exportações. O grande segredo está no prefixo do código fiscal, que revela a movimentação realizada. Veja como aplicar:
Saídas internas (iniciadas em 5)
As notas fiscais emitidas para vendas ou transferências dentro do mesmo estado utilizam códigos que iniciam por 5:
- 5101: venda de produção do estabelecimento;
- 5102: venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros;
- 5405: venda de mercadoria, adquirida ou recebida de terceiros, sujeita ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte-substituído;
- 5910: remessa em bonificação, doação ou brinde;
- 5949: outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificado.
Saídas interestaduais (iniciadas em 6)
Quando o destino da operação for outro estado, selecione os códigos iniciados pelo número 6:
- 6101: venda de produção do estabelecimento;
- 6102: venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros;
- 6108: venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, destinada a não contribuinte;
- 6949: outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificado.
Veja também: o que é escrituração fiscal e qual a importância desse dever legal.
Saídas para o exterior (iniciadas em 7)
As operações de exportação demandam obrigatoriamente o CFOP iniciado pelo número 7, sendo o exemplo mais frequente:
- 7101: venda de produção do estabelecimento exterior.
Marcar corretamente simplifica o despacho da nota fiscal e evita dores de cabeça na escrituração.
Como automatizar a tabela CFOP na sua empresa
Para automatizar a escolha dos códigos fiscais sem depender de processos manuais, a solução ideal é a Omie.IA Fiscal, disponível como recurso adicional na Omie.Store. Essa tecnologia utiliza inteligência artificial para sugerir automaticamente o enquadramento tributário de cada produto, levando em conta a operação, o estado de destino e os novos tributos da Reforma Tributária.
Dessa forma, o empresário deixa de consultar planilhas manuais e ganha total liberdade para focar no crescimento real do seu negócio. Conecte sua empresa contábil ao ERP Omie e veja a produtividade do seu dia render muito mais.
Perguntas frequentes
1. Qual CFOP usar para devolução de compra?
Para emitir notas de devolução, utilize o CFOP específico, variando conforme a localização do parceiro comercial. Em operações dentro do estado, escolha o código iniciado por 1, enquanto para fora, utilize o iniciado por 2.
2. Qual a diferença entre CFOP e NCM?
CFOP indica a natureza da operação fiscal (entrada ou saída). O NCM realiza a classificação fiscal do tipo de mercadoria movimentada. Ambos os dados são obrigatórios na emissão, mas possuem funções distintas.
3. Como saber o CFOP de um produto?
Verifique o XML da nota fiscal de compra emitida pelo fornecedor ou consulte sua empresa contábil. Automatizar esse processo por meio do sistema de gestão Omie é a melhor alternativa para eliminar falhas diárias.
4. O que acontece se usar o CFOP errado?
Usar CFOP incorreto pode gerar autuações pesadas, pagamento indevido de impostos e problemas graves no SPED fiscal. Realize a correção de forma rápida com a tecnologia para não comprometer a saúde financeira do seu negócio.
Potencialize sua rotina fiscal: automatize já.
A tabela CFOP não precisa ser um desafio diário. Ao contar com o sistema de gestão Omie, você elimina de vez as tarefas manuais, reduz riscos fiscais e ganha velocidade no fechamento do mês.
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