A aprovação e regulamentação da Reforma Tributária trouxeram a promessa de simplificação. Contudo, a recente estimativa do Comitê Gestor aponta que a alíquota combinada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pode chegar a 28%. Esse número rompe o teto inicial previsto de 26,5% e coloca muitos empreendedores em estado de alerta.
O mercado reagiu com apreensão. Afinal, qualquer oscilação na carga tributária afeta diretamente a formação de preços e a competitividade. Para quem está na linha de frente dos negócios, a principal dúvida deixou de ser política e passou a ser estritamente financeira: como manter a empresa lucrativa sob essa nova regra?
A resposta exige abandonar o pânico e adotar a previsibilidade. Compreender a mecânica desse aumento e ajustar a operação interna de forma antecipada é o que vai separar as empresas que absorvem o impacto daquelas que conseguem transformá-lo em vantagem competitiva.
Por que a alíquota estimada do IVA subiu para 28%?
O modelo de Imposto de Valor Agregado (IVA) Dual, composto por IBS e CBS, foi desenhado para unificar cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS). A lógica matemática da Reforma determina que, para manter a arrecadação neutra do Estado, a alíquota de referência precisa compensar as exceções.
Durante as discussões no Congresso Nacional, diversos setores conseguiram regimes específicos, alíquotas reduzidas ou isenções completas. Profissionais liberais, agronegócio, saúde e educação foram alguns dos beneficiados. A consequência direta dessa flexibilização é que a conta precisa fechar. O peso tributário que não será cobrado dos setores com benefícios fiscais acaba sendo transferido para a alíquota geral.
A estimativa de 28% reflete exatamente essa balança. O excesso de exceções forçou a alíquota base para cima, impactando empresas de comércio e serviços que operam na regra geral.
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O impacto real dos 28% de IBS e CBS no dia a dia dos negócios
Entender a teoria é o primeiro passo, mas o verdadeiro desafio acontece na ponta da operação.
Repasse de custos e reestruturação da precificação
Uma alíquota maior sobre o consumo exige uma revisão completa das tabelas de preços. Absorver um aumento tributário sem repassar ao consumidor corrói a margem de lucro de forma perigosa. Por outro lado, repassar integralmente o custo sem avaliar a elasticidade da demanda pode afastar clientes. O desafio da precificação sob o novo IVA exige simulações precisas e conhecimento detalhado de todos os custos variáveis do negócio.
Créditos tributários: a chave para o equilíbrio de caixa
O novo sistema adota a não cumulatividade plena. Isso significa que o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia produtiva gera créditos integrais para abater o imposto devido na venda final. O equilíbrio de caixa com uma alíquota de 28% dependerá da capacidade da empresa de registrar e aproveitar todos os créditos tributários possíveis. Notas fiscais perdidas, fornecedores irregulares ou erros de escrituração deixarão de ser apenas falhas administrativas para se tornarem prejuízos financeiros graves.
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Como preparar sua operação para a flutuação de alíquotas
A transição para o novo modelo ocorrerá de forma gradual até 2033. Durante esse período de adaptação, as alíquotas sofrerão calibragens. Depender de planilhas manuais ou sistemas engessados para atualizar impostos é um risco operacional imenso.
O contador assume um papel ainda mais estratégico. A parceria entre a gestão da empresa e o escritório contábil precisa ser fluida, garantindo que as simulações tributárias orientem as decisões de compra, precificação e expansão.
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O papel da tecnologia na adaptação segura à Reforma Tributária
A adaptação a um cenário tributário complexo exige que a tecnologia assuma o trabalho duro. A inteligência artificial e a automação de sistemas de gestão (ERP) em nuvem garantem que as mudanças legais não engessem a operação.
Na Omie, a adaptação à Reforma Tributária ocorre de forma nativa. O motor fiscal automático da plataforma cruza informações tributárias em tempo real, atualizando alíquotas sem que o empreendedor precise configurar parâmetros complexos manualmente.
Quando uma venda é registrada, a emissão do documento fiscal já considera as regras vigentes do IBS e CBS. Mais do que emitir a nota, o sistema atualiza o estoque, o financeiro e reflete a transação diretamente no DRE Gerencial. O gestor visualiza a margem de lucro líquida instantaneamente, com os impostos já deduzidos. Esse nível de integração garante conformidade com a legislação e liberta a equipe para focar em vendas e atendimento.
Perguntas frequentes
A alíquota de 28% já é definitiva?
Ainda não. Trata-se de uma estimativa do Comitê com base nas exceções aprovadas no texto base. O percentual exato só será cravado após a aprovação final e calibração durante o período de transição.
Empresas do Simples Nacional serão afetadas?
Negócios no Simples Nacional poderão escolher entre continuar no regime atual (pagando todos os impostos na guia única, mas sem transferir crédito integral de IBS/CBS) ou recolher o IVA Dual por fora para permitir que seus clientes tomem crédito. A decisão exigirá cálculo cuidadoso junto ao contador.
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Próximos passos: comece sua preparação hoje
A Reforma Tributária reescreve a forma como os negócios operam no Brasil. O número de 28% assusta em um primeiro momento, mas a adaptação estratégica e tecnológica neutraliza grande parte desse impacto. Antecipar-se garante previsibilidade e protege o bem mais precioso da sua empresa: o caixa.
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