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Após reunião na Fazenda, CNI defende previsibilidade no Imposto Seletivo para proteger setor produtivo

Após reunião com a Fazenda, a CNI pede previsibilidade no Imposto Seletivo. Entenda o que é o IS, os riscos para o setor produtivo e o impacto no seu caixa e precificação.

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A engrenagem da Reforma Tributária avança rapidamente, e o destino de diversos setores produtivos depende dos detalhes finais de sua regulamentação. Recentemente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu-se com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para debater um dos pontos mais sensíveis do novo modelo fiscal: o Imposto Seletivo (IS). O foco central do encontro foi a busca por previsibilidade, um ativo indispensável para a sobrevivência e o planejamento estratégico das empresas de médio e grande porte.

O setor produtivo demonstra preocupação com o risco de surpresas fiscais que possam desestabilizar cadeias de suprimentos inteiras. Para as lideranças industriais, o diálogo com o Ministério da Fazenda sinaliza uma abertura importante para que as novas alíquotas e incidências não se tornem um fator de insegurança jurídica. A Reforma Tributária já começou, e o tempo para adaptação está diminuindo.

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O que é o Imposto Seletivo e qual o objetivo de sua regulamentação?

O Imposto Seletivo, apelidado de "imposto do pecado", foi criado pela Emenda Constitucional 132/2023 com o objetivo de desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Ele incidirá sobre produtos específicos, como cigarros, bebidas alcoólicas, veículos poluentes e recursos minerais extraídos.

Na prática, trata-se de um imposto extrafiscal de arrecadação federal, que se soma à nova estrutura do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

A grande discussão reside na linha tênue entre desestimular externalidades negativas e sobrecarregar setores essenciais para o PIB. Uma regulamentação vaga pode estender a cobrança para insumos industriais básicos, gerando um efeito cascata indesejado sobre custos de fabricação e distribuição.

Leia também: Como vai funcionar o Imposto Seletivo (IS) no Brasil.

O pleito da CNI: por que a previsibilidade tributária é vital?

A indústria opera com investimentos de longo prazo, contratos plurianuais e margens frequentemente estreitas. O presidente da CNI sinalizou que o encontro com a equipe econômica trouxe maior clareza sobre o teto das cobranças e o cronograma de transição, mas o monitoramento do texto legal precisa ser constante.

Quando as regras do Imposto Seletivo carecem de critérios objetivos, o planejamento financeiro se transforma em um jogo de adivinhação. A falta de horizontes definidos impede projeções de fluxo de caixa confiáveis e afasta o capital estrangeiro. Garantir regras fixas e prazos de transição adequados protege a competitividade nacional e evita que a mudança sistêmica resulte em bitributação disfarçada.

Impactos diretos na mesa do empreendedor: precificação e fluxo de caixa

Modificações na estrutura tributária exigem uma gestão profissional e ágil. Quem se prepara agora reduz riscos e garante vantagens competitivas.

Formação de preço e margem de lucro

Se a sua empresa produz, distribui ou utiliza insumos que possam ser alvo do Imposto Seletivo, o impacto na precificação será imediato. A introdução de uma nova variável fiscal obriga o recálculo do custo de mercadoria vendida (CMV). Se o mercado não absorver o repasse do preço, a empresa sofrerá compressão de suas margens de lucro.

Planejamento financeiro e investimentos

Adiar decisões estratégicas sob o argumento de que a transição é gradual pode aumentar custos futuros. O fluxo de caixa precisa prever o provisionamento adequado para os novos tributos em regime dual. A governança corporativa deve simular cenários pessimistas e otimistas de alíquotas para evitar crises de liquidez.

Leia também: Estratégias de precificação: dicas para definir preço.

Governança estruturada: como preparar sua empresa para o novo cenário

A Reforma Tributária não tolera improvisos ou controles manuais em planilhas eletrônicas. A complexidade de conviver temporariamente com dois sistemas fiscais simultâneos exige automação de ponta.

Empresas com processos integrados conseguem reconfigurar suas regras fiscais em minutos, acompanhando as atualizações diárias da legislação brasileira. A tecnologia surge como a principal aliada do empreendedor para garantir a conformidade sem sobrecarregar a operação de backoffice.

Contar com uma plataforma de gestão empresarial robusta, flexível e preparada para o novo ecossistema de IBS, CBS e Imposto Seletivo permite manter a eficiência operacional, proteger o caixa e focar no crescimento do negócio. O momento de agir é agora.

Leia também: IVA dual: entenda a diferença entre os impostos CBS e IBS.

Perguntas frequentes sobre o Imposto Seletivo

Quais produtos serão taxados pelo Imposto Seletivo?

A lista inclui produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, embarcações, aeronaves, extração de minério de ferro, petróleo e gás natural, conforme as definições finais das leis complementares.

O Imposto Seletivo gera créditos tributários?

Não. O Imposto Seletivo tem natureza cumulativa e não gerará créditos para as etapas seguintes da cadeia produtiva, o que aumenta a necessidade de monitoramento rígido dos custos de aquisição.

Quando o Imposto Seletivo entra em vigor de forma definitiva?

A cobrança começará a ser introduzida de forma progressiva a partir do período de transição estabelecido pela Reforma Tributária, com vigência plena alinhada ao novo modelo fiscal unificado.

Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.

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