Reforma Tributária: risco para quem não se prepara. Oportunidade para quem se antecipa.

Reforma Tributária

Como Reduzir o Custo de Compras com a CBS: A Lição de Precificação B2B de Bernard Appy

Entenda como a CBS reduz os custos dos fornecedores do Lucro Presumido e como renegociar contratos B2B na Reforma Tributária com Bernard Appy e Felipe Beraldi.

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A transição tributária exige reavaliar estratégias além dos impostos pagos na própria operação. Calcular os tributos sobre as vendas é metade da equação: o verdadeiro ganho de competitividade estará na capacidade de olhar para a cadeia de suprimentos e renegociar contratos de compras.

No podcast Deu Negócio, da Omie, Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária, e Felipe Beraldi, economista da Omie, alertaram para uma armadilha comum: ignorar os ganhos que os fornecedores terão com a chegada da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

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A armadilha da transição: o que muda nos custos do fornecedor

A substituição do PIS e da Cofins pela CBS altera a estrutura de custos dos fornecedores enquadrados no Lucro Presumido. Nesse regime cumulativo, empresas pagam 3,65% sobre o faturamento, sem direito a recuperar créditos das aquisições anteriores.

Com a entrada da CBS e a não cumulatividade plena, esses fornecedores passarão a creditar o imposto pago em toda a sua cadeia de insumos, e o custo operacional desse parceiro vai cair.

Se a sua empresa aceitar apenas a retirada da alíquota antiga sem exigir o repasse dessa nova economia, o fornecedor absorverá esse ganho como margem de lucro adicional. Bernard Appy detalhou essa dinâmica no podcast:

"A segunda dimensão é: olha como eu vou ajustar meu preço. Não é só tirar o imposto sobre o que eu vendo e botar os novos tributos. [...] E se ela não souber negociar com o seu fornecedor um eventual ganho que ele vai ter, se o concorrente dela fizer isso, ele vai ganhar competitividade. Ela vai deixar dinheiro na mesa pro fornecedor, que vai aumentar a margem dele sem justificativa." — Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária

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A fórmula da negociação: exigindo o repasse dos créditos

A negociação B2B exige entender a matemática financeira do parceiro comercial. A simples dedução dos 3,65% do PIS/Cofins no valor da nota fiscal deixa dinheiro na mesa. Appy apresentou o exemplo prático de como repactuar contratos na transição dos tributos federais: 

"Aí eu falo o seguinte: olha, meu fornecedor tá no lucro presumido, tem um regime cumulativo, então ele paga 3,65% de faturamento, mas ele não recupera nenhum crédito. [...] Eu vou olhar meu fornecedor e ele fala: 'Tá bom, eu vou tirar aqui os 3,65%, então vai ser 96,35% do preço que eu te vendo hoje'. E eu tenho que falar: 'Não! Eu tô deixando dinheiro na mesa pra ele, porque ele vai passar a recuperar créditos que ele não recupera hoje. Opa, eu quero que você me repasse pro preço esse ganho que você vai ter nesse crédito'. E aí eu tenho que saber negociar isso para definir meu preço lá pra frente." — Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária

No ambiente B2B, a métrica central de precificação passa a ser o custo líquido: o valor pago deduzido do crédito recuperado na operação.

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O risco competitivo e o papel da tecnologia

As PMEs que dominarem essa dinâmica antes dos concorrentes garantirão alinhamento de custos imbatível. A empresa que aceitar passivamente as tabelas de preços pagará mais caro, perdendo terreno para concorrentes que renegociarem primeiro.

Para negociar com argumentos sólidos, a intuição não basta: é preciso conhecer o perfil tributário dos fornecedores e os insumos que impactam os custos. Felipe Beraldi reforçou no podcast que essa previsibilidade exige clareza operacional suportada por sistemas de gestão modernos:

"Primeiro de tudo, toda empresa vai precisar de clareza operacional. Ela vai ter que ter visibilidade [...] do que ela tá comprando. Essas possibilidades que o Appy trouxe sobre renegociar o preço do que ela compra, entender efetivamente qual é o efeito da reforma tributária no fornecedor dela... ela precisa ter clareza dessa operação." — Felipe Beraldi, economista da Omie

Sem a integração de dados proporcionada por um ERP estruturado, simular cenários de compras e calcular o impacto real da CBS na margem torna-se inviável.

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Como preparar sua PME para renegociar contratos

Adote um plano de ação em três etapas para proteger o caixa da sua empresa:

  1. Mapeie o regime tributário dos fornecedores: identifique parceiros no Lucro Presumido e analise a relevância dessas compras no custo total.
  2. Calcule o custo líquido das aquisições: simule a tomada de crédito com a chegada da CBS e determine o desconto real a ser exigido.
  3. Centralize os dados no ERP: utilize a automação fiscal para monitorar as notas de entrada e projetar cenários de precificação com exatidão.

Perguntas frequentes

Como a CBS altera o custo de fornecedores no Lucro Presumido?

Fornecedores no Lucro Presumido saem do regime cumulativo (3,65%) e entram na não cumulatividade plena da CBS. Eles passam a recuperar crédito sobre os insumos comprados, o que reduz seu custo real de operação.

O que é custo líquido nas compras B2B na Reforma Tributária?

É o valor desembolsado na compra descontando os créditos tributários recuperados pela sua empresa na operação. Essa é a métrica que define a competitividade de preço no mercado corporativo.

Por que não basta aceitar o desconto de 3,65% do PIS/Cofins do fornecedor?

Porque a retirada dos 3,65% desconsidera que o fornecedor passará a recuperar créditos de entrada que antes eram custo puro. Sem exigir o repasse desse ganho adicional, você financia o aumento da margem de lucro dele.

Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.

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A Reforma Tributária não deve ser encarada como um peso burocrático, mas como uma oportunidade para reorganizar a gestão financeira. As empresas que utilizam a tecnologia para antecipar impactos operacionais e renegociar parcerias comerciais garantem blindagem de margem e ganho de escala. Ter visibilidade sobre os dados é o caminho seguro para transformar mudanças legais em eficiência de negócios.

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