A contagem regressiva para a implementação prática da Reforma Tributária no Brasil acendeu um sinal de alerta nos bastidores do ecossistema empresarial. Para lançar luz sobre os desdobramentos operacionais dessa transição, a Omie participou ativamente do episódio #16 do podcast Tax Capital, realizado em parceria com o Portal da Reforma Tributária. Representada por Felipe Beraldi, gerente de estudos econômicos da companhia, o debate trouxe dados exclusivos e alertas urgentes sobre como as transformações fiscais demandam uma reestruturação imediata no modelo de gestão dos micro e pequenos empresários.
O programa, comandado por Douglas Costa, contou também com a presença de Adriana Matos, sócia da Person Contabilidade. Juntos, os especialistas analisaram o cenário que aguarda o mercado e detalharam por que a negligência informacional representa o maior risco para a sustentabilidade dos negócios nos próximos anos.
O diagnóstico do mercado: metade das PMEs está estagnada
Os dados apresentados por Beraldi expõem uma realidade preocupante: metade do mercado de pequenas e médias empresas (50%) ainda não iniciou qualquer tipo de preparação ou sequer compreende os impactos práticos das novas alíquotas em sua rotina operacional. Esse dado ganha contornos ainda mais sérios quando cruzado com o comportamento do restante do mercado.
Menos de um terço das empresas brasileiras revisou seus processos internos, reavaliou a cadeia de fornecedores ou recalculou a precificação de seus produtos e serviços considerando as regras do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Essa inércia generalizada cria um ambiente de vulnerabilidade mercadológica, uma vez que as lideranças empresariais parecem aguardar a virada definitiva da lei para compreender como a engrenagem tributária vai funcionar.
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Além da alíquota: o impacto direto no fluxo de caixa
O debate promovido no Tax Capital desmistificou a ideia de que a alteração fiscal se resume a uma mudança de alíquotas ou ao preenchimento de novas guias de recolhimento. A dinâmica trazida pelo modelo dual (CBS e IBS) atinge diretamente o coração financeiro das empresas: o fluxo de caixa e o capital de giro.
A transição tributária impõe a coexistência de dois sistemas fiscais distintos por um período determinado. Essa dualidade exige um controle minucioso sobre os créditos tributários gerados nas operações de compra e venda. Sem um monitoramento em tempo real, as pequenas empresas correm o risco de acumular créditos que demoram a ser homologados, gerando atrasos financeiros severos.
A armadilha da precificação incorreta na transição
Quando a gestão falha em antecipar esse cenário, o impacto na tesouraria se manifesta na incapacidade de honrar compromissos de curto prazo ou de manter estoques regulados. A revisão de custos logísticos, contratos com fornecedores e margens de lucro líquidas precisa acontecer antes que as novas regras entrem em vigor, garantindo previsibilidade financeira à operação.
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A tecnologia como ferramenta de sobrevivência operacional
Durante o episódio, o gerente de estudos econômicos da Omie enfatizou que as ferramentas de automação e os sistemas de gestão integrada (ERP) deixaram de ser meros diferenciais de mercado. Diante da complexidade que se avizinha, essas plataformas ganham o status de infraestrutura obrigatória para a sobrevivência das organizações.
"A transição da Reforma Tributária já começou e vai custar muito caro para quem descobrir que tem um problema de caixa só depois que ele acontecer. Ter ferramentas tecnológicas e dados estruturados da porta para dentro do negócio é o que vai garantir a sobrevivência das empresas", destacou Felipe Beraldi.
A governança fiscal depende da eliminação completa de processos manuais e planilhas descentralizadas. A velocidade com que as notas fiscais eletrônicas precisarão registrar e calcular a cadeia de créditos do IVA exige um sistema centralizado, capaz de conectar o faturamento, o estoque e a contabilidade de forma simbiótica.
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Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária para PMEs
Qual o impacto prático da Reforma Tributária no fluxo de caixa das PMEs?
A transição tributária exige que as PMEs recalculem margens de lucro e revisem a cadeia de fornecedores imediatamente. A falta de preparação pode gerar descasamento no fluxo de caixa e comprometer o capital de giro devido à coexistência de novos e antigos modelos fiscais e à velocidade de apropriação dos novos créditos do IVA.
Por que o uso de ERP se torna obrigatório com a Reforma Tributária?
As novas regras eliminam qualquer tolerância para processos manuais. Um sistema de gestão (ERP) unifica e estrutura os dados fiscais da porta para dentro do negócio, garantindo automação na emissão de documentos fiscais, apuração precisa de tributos e conformidade com o cronograma de transição sem interrupções operacionais.
Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.
Conclusão: próximos passos para o empreendedor
A passividade diante das atualizações legislativas é o caminho mais curto para a perda de competitividade. A preparação estratégica não deve ser vista como uma obrigação burocrática, mas sim como uma blindagem operacional para o caixa da sua empresa. Organizar as informações internas e investir em infraestrutura tecnológica são os primeiros passos para atravessar o período de transição sem sobressaltos.
Para compreender detalhadamente as análises apresentadas pelos especialistas e estruturar o planejamento fiscal da sua empresa com segurança, assista ao debate na íntegra.
Assista agora: o episódio completo #16 do podcast Tax Capital está disponível gratuitamente no YouTube. Clique aqui para acessar o conteúdo no YouTube e transforme a gestão do seu negócio diante da Reforma Tributária.








