Comprar bilhetes aéreos para fechar novos contratos, visitar clientes estratégicos ou integrar equipes regionais custará mais a partir da consolidação do novo sistema fiscal. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) projetam que as passagens aéreas no Brasil devem sofrer um reajuste médio de 17,3%. Essa elevação ocorre porque a tributação sobre as tarifas — hoje estimada em 8,3% — pode dar um salto para 27% com a entrada em vigor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Embora o debate público foque os impactos para o turismo de lazer, as empresas B2B, as indústrias e as prestadoras de serviços sentem o efeito de forma imediata. O aumento afeta a dinâmica de vendas consultivas e a alocação de profissionais em campo.
Leia também: IVA dual: entenda a diferença entre os impostos CBS e IBS.
A mudança na carga tributária do setor aéreo
O modelo atual combina isenções e tratamentos favorecidos que mantêm os impostos da aviação civil relativamente baixos. A Reforma Tributária busca unificar o consumo sob a alíquota geral do IVA Dual. Sem um regime diferenciado aprovado para a aviação, a incidência plena das novas alíquotas altera a composição do custo por quilômetro voado.
Preocupado com o risco de redução na oferta de voos e encarecimento das conexões regionais, o MPor apresentou propostas de adaptação normativa à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Ministério da Fazenda. A intenção do órgão é criar regras específicas, capazes de suavizar a transição sem comprometer a arrecadação.
A tabela abaixo resume a evolução da tributação estimada para o segmento:
| Cenário | Carga tributária incidente | Impacto estimado no preço final |
|---|---|---|
| Modelo atual | 8,3% | Base de cálculo vigente |
| Com IBS e CBS (projeção MPor) | Até 27,0% | +17,3% |
Leia também: Reforma Tributária e Simples Nacional: o que muda em 2026?.
O impacto direto nas despesas operacionais (OPEX) e no CAC
Para quem gerencia equipes comerciais ou de operações descentralizadas, o bilhete aéreo representa uma fatia relevante do orçamento. O reajuste previsto encarece diretamente dois indicadores financeiros vitais:
Custo de Aquisição de Clientes (CAC): rodar o país para fechar grandes contas exige reuniões presenciais. Com bilhetes mais caros, o investimento para converter cada novo cliente sobe, exigindo taxas de conversão mais altas para manter o Retorno sobre o Investimento (ROI).
Despesas Operacionais (OPEX): projetos de consultoria, auditoria, instalação de equipamentos e manutenção preditiva dependem da mobilidade de técnicos. O encarecimento da logística aumenta o custo final dos serviços prestados.
Existe um contraponto favorável trazido pelo Princípio da Não Cumulatividade Plena. No sistema tributário antigo, os impostos incidentes sobre passagens aéreas nem sempre geravam créditos aproveitáveis. Com a chegada do IBS e da CBS, compras de bilhetes estritamente vinculadas à atividade da empresa permitirão o abatimento integral desses valores no imposto a pagar do negócio.
Leia também: Simples Híbrido e CNPJ Alfanumérico: guia de ação para PMEs.
Como adaptar a gestão de despesas e blindar a margem da sua PME
Ajustar a operação para absorver novos custos sem perder margem exige controle do orçamento e decisões baseadas em dados atualizados.
Reformule a política de deslocamentos: crie critérios claros para autorizar viagens. Reuniões de alinhamento rotineiro podem ser migradas para o ambiente virtual, reservando a presença física para momentos decisivos de negociação.
Garanta o aproveitamento de créditos fiscais: mantenha os registros de compras organizados. O aproveitamento dos valores pagos em IBS e CBS dependerá da emissão correta dos documentos fiscais em nome da pessoa jurídica.
Acompanhe o orçamento de viagens em tempo real: evite surpresas no encerramento do mês, centralizando o lançamento de comprovantes e bilhetes em uma plataforma integrada.
Nesse processo de transição, a tecnologia passa a ser a principal aliada do gestor. Com o sistema de gestão Omie, a sua empresa acompanha a evolução do impacto logístico em tempo real por meio do DRE Gerencial. A integração automática entre o módulo de Contas a Pagar e o fluxo de caixa elimina digitações manuais, garante que nenhum crédito fiscal seja perdido e traz total clareza sobre onde ajustar custos para manter a empresa lucrativa e competitiva.
Leia também: Setembro de 2026: o prazo crítico do Simples Nacional que mudará seu lucro em 2027.
Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária e o preço das passagens
Qual é o aumento previsto para o preço das passagens aéreas?
Estudos do Ministério de Portos e Aeroportos projetam uma alta média de 17,3% nas passagens aéreas devido à elevação da carga tributária de 8,3% para até 27%.
As empresas poderão recuperar os impostos pagos nas passagens corporativas?
Sim. O modelo da Reforma Tributária adota a não cumulatividade plena. Bilhetes comprados para fins estritamente corporativos gerarão créditos de IBS e CBS para abater dos impostos devidos pela empresa.
Quando esse reajuste começará a afetar o mercado?
A transição do modelo tributário ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos anos, com o início da cobrança de alíquotas de teste e a posterior substituição completa dos impostos atuais.
Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.
Prepare sua empresa para o novo cenário fiscal
Adaptar uma empresa a transformações fiscais de grande porte não exige adivinhação, mas sim método e ferramentas adequadas. Ao transformar mudanças em oportunidades de ganho de eficiência, sua empresa tem mais previsibilidade para crescer com segurança em qualquer cenário econômico. Conheça as soluções do Omie ERP e prepare a estrutura do seu negócio para os novos desafios do mercado.







