A aprovação da documentação técnica da segunda fase da Declaração de Escrituração Regular Eletrônica (DeRE) pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor da Reforma Tributária (CGIBS) trouxe novos desafios para a mesa dos empreendedores. O foco central está sobre o balancete mensal digital. Para gestores que ainda confiam a saúde fiscal da empresa a planilhas eletrônicas ou processos manuais descentralizados, o cronograma da Reforma Tributária estipulou um prazo de validade definitivo para os processos manuais.
Não se trata apenas de mais uma obrigação acessória burocrática. Estamos falando da digitalização profunda do ecossistema de negócios, em que o fisco passa a dispor de uma análise em tempo real sobre a apuração de débitos e créditos.
O que é a segunda fase da DeRE e o balancete mensal?
A DeRE é o grande pilar de validação das operações sob as novas diretrizes tributárias. Esta segunda etapa introduz a obrigatoriedade do envio estruturado do balancete mensal em formato estritamente eletrônico.
A segunda fase da DeRE exige que as empresas transmitam seus balancetes mensais digitais padronizados ao fisco. Esse documento serve para cruzar dados de movimentação financeira com a apuração dos novos tributos (IBS e CBS), validando a compensação de créditos fiscais.
A Receita Federal passará a cruzar, de forma automatizada, o que foi faturado nas notas fiscais eletrônicas com o comportamento contábil registrado no balancete. Se houver divergências estruturais ou de valores, o sistema governamental pode travar o aproveitamento de créditos imediatamente.
Leia também: Balancete: o que é, função e como fazer
Impactos no caixa, precificação e margem do negócio
A velocidade do novo modelo fiscal exige um dinamismo que a apuração física ou isolada simplesmente não consegue acompanhar. Existem reflexos diretos em três frentes vitais da operação:
- Fluxo de caixa: no sistema do IBS e da CBS, o crédito financeiro depende da comprovação do recolhimento pelo fornecedor e da escrituração correta. Se o seu balancete mensal atrasar ou apresentar erros, os créditos acumulados ficam retidos. Dinheiro travado na Receita é sinônimo de perda de liquidez.
- Precificação estratégica: as margens de lucro serão diretamente impactadas se a contabilidade não refletir os custos reais mês a mês. O cálculo dos novos impostos e a sistemática de não cumulatividade exigem precisão cirúrgica na formação do preço de venda.
- Governança e risco fiscal: o envio do balancete mensal retira o tempo que as empresas tinham para corrigir falhas contábeis no encerramento do ano fiscal. O erro cometido em janeiro será detectado e cobrado pelo fisco em fevereiro.
Leia também: Formação de preço: guia completo, métodos e estratégias
O risco invisível das planilhas de gestão
Manter o controle financeiro em planilhas isoladas virou um risco alto para o negócio. O preenchimento manual é passível de falhas humanas, falta de rastreabilidade e, principalmente, assincronia com o sistema emissor de notas fiscais.
Quando o governo passa a exigir o balancete mensal via DeRE, ele espera dados integrados e perfeitamente padronizados. Uma única linha preenchida incorretamente na planilha pode gerar uma inconsistência grave no cruzamento de dados do CGIBS. As consequências vão desde multas pesadas até a suspensão temporária do direito de creditamento, algo que pode inviabilizar a saúde financeira de qualquer operação comercial.
Leia também: Gerenciamento financeiro: o que é, importância e como fazer na prática
Como preparar sua operação para a DeRE
A adaptação à segunda fase não deve ser encarada como um problema exclusivo do escritório de contabilidade parceiro. Ela é, antes de tudo, um desafio de gestão interna.
- Integração total: conecte o setor de compras, vendas, estoque e financeiro ao mesmo ambiente informacional.
- Fechamento ágil: estabeleça uma rotina em que o balancete seja gerado quase em tempo real, eliminando a correria típica dos encerramentos mensais.
- Auditoria prévia: adote ferramentas tecnológicas capazes de simular o cruzamento de dados antes de enviar as informações oficiais ao governo.
Perguntas frequentes sobre a segunda fase da DeRE
Quem é afetado pela obrigatoriedade do balancete mensal na DeRE?
Todas as empresas enquadradas no regime regular de apuração do IBS e da CBS na Reforma Tributária. Isso abrange médias e grandes organizações, além de empresas do Lucro Presumido e Lucro Real que operam em cadeias complexas de fornecimento.
O que acontece se a empresa errar o envio do balancete mensal?
A inconsistência de dados bloqueia a homologação de créditos fiscais gerados nas compras, encarece o custo de operação do mês subsequente e expõe o CNPJ a sanções e auditorias fiscais automáticas por descumprimento de obrigações eletrônicas.
Olhando para o futuro do seu negócio
A Reforma Tributária redesenha um mercado competitivo, em que a eficiência fiscal dita quem vai largar na frente e crescer com segurança. Esperar os prazos finais de implementação para modernizar os processos internos pode custar caro para a saúde do seu negócio. A transformação exige tecnologia de ponta, capaz de unificar a operação diária e a contabilidade em um único clique.
Garantir que sua empresa esteja pronta para a DeRE e para o balancete mensal sem sobressaltos operacionais depende da escolha das ferramentas certas. Conheça as soluções de ERP integrado da Omie e descubra como automatizar sua conformidade fiscal de ponta a ponta.
Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.




