A Omie lançou um curso gratuito dedicado a preparar pequenas e médias empresas (PMEs) e profissionais da contabilidade para a escolha do regime fiscal que ocorrerá em setembro de 2026. Com a introdução do Simples Híbrido e o novo modelo de não cumulatividade plena do IBS e da CBS, a definição do regime tributário deixa de ser um evento de fim de ano e se torna uma decisão estratégica urgente para preservar a margem de lucro e a competitividade B2B.
O ponto de virada de setembro: por que a Reforma Tributária exige ação imediata
A reestruturação dos tributos sobre o consumo no Brasil alterou a dinâmica das operações comerciais. A transição fiscal não é apenas uma mudança de alíquotas ou guias de recolhimento, mas uma reformulação direta na precificação e na aceitação de produtos e serviços pelas cadeias produtivas.
Historicamente, o planejamento tributário das empresas acontecia no encerramento do exercício fiscal, no mês de dezembro. A consolidação da transição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) transformou setembro de 2026 no momento definitivo para a escolha do regime tributário.
Empresas que fornecem para outras pessoas jurídicas (B2B) enfrentam um desafio direto: compradores corporativos passarão a priorizar parceiros comerciais que geram créditos tributários integrais. Adiar essa escolha pode significar perda imediata de mercado antes mesmo do início do novo ano fiscal.
O que é o Simples Híbrido e por que ele altera a competitividade B2B
Para proteger o pequeno empresário e, ao mesmo tempo, mantê-lo inserido nas grandes cadeias de suprimentos, a legislação criou a figura do Simples Híbrido.
Nessa modalidade, a empresa optante pelo Simples Nacional continua recolhendo os tributos federais, estaduais e municipais unificados na DAS tradicional, mas passa a recolher o IBS e a CBS por fora, no regime regular de não cumulatividade.
Qual a consequência prática dessa escolha?
- Simples Tradicional: a PME recolhe todos os impostos na alíquota única. O comprador B2B toma apenas um crédito proporcional e reduzido de IBS/CBS, tornando o fornecedor menos atraente financeiramente para grandes compradores.
- Simples Híbrido: a PME recolhe o IBS/CBS fora do Simples, permitindo que o cliente B2B tome crédito integral do imposto. No entanto, a PME precisa apurar esses dois tributos com base em débitos e créditos reais.
- Lucro Presumido / Lucro Real: geram crédito integral para o comprador B2B, mas exigem uma estrutura de conformidade fiscal e carga tributária estruturalmente diferente.
Comparativo de regimes tributários no mercado B2B
| Regime tributário | Repasse de crédito ao cliente B2B | Complexidade operacional | Impacto na precificação B2B |
|---|---|---|---|
| Simples Tradicional | Crédito parcial / restrito. | Baixa. | Pode perder competitividade por falta de crédito para o comprador. |
| Simples Híbrido | Crédito integral. | Média. | Mantém o produto/serviço atraente para empresas de maior porte. |
| Lucro Presumido | Crédito integral. | Média/Alta. | Requer revisão ampla do custo do serviço/produto. |
| Lucro Real | Crédito integral. | Alta. | Indicado para operações com margens baixas e alto volume de insumos. |
Dentro do novo curso gratuito da Omie.Educação
Desenvolvido para desmistificar a legislação fiscal e transformá-la em decisões de negócios práticas, o novo treinamento imersivo da Omie.Educação foi estruturado em módulos objetivos que atacam as principais dores operacionais e financeiras do mercado.
O conteúdo aborda os seguintes eixos de conhecimento:
- A nova engrenagem de créditos (IBS e CBS): entendimento detalhado sobre como a não cumulatividade plena afeta o fluxo de caixa das empresas.
- O mecanismo do Simples Híbrido: critérios para avaliar se vale a pena recolher os novos tributos por fora e como essa escolha protege a carteira de clientes corporativos.
- Adequação do calendário operacional: orientações sobre prazos técnicos urgentes, como a transição para o CNPJ Alfanumérico e o preenchimento de novos campos obrigatórios na NF-e.
- Auditoria da cadeia de suprimentos: metodologia simples para analisar a composição de fornecedores e a carteira de clientes antes da tomada de decisão em setembro.
Leia também: CNPJ alfanumérico: o que é e o que muda para as empresas.
PMEs e empresas contábeis: a aliança estratégica na transição
A transição para o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) exige uma atuação conjunta entre o empresário e o contador. A decisão fiscal não pode ser tomada isoladamente por nenhum dos lados.
O papel do empreendedor
O gestor precisa entender o perfil dos seus clientes. Se a maioria das suas vendas é direcionada para o consumidor final (B2C), o Simples Tradicional pode continuar sendo a opção mais vantajosa. Se a base de clientes for formada por empresas (B2B), a migração para o Simples Híbrido ou Lucro Presumido torna-se uma questão de sobrevivência comercial.
O papel do contador
Para os escritórios contábeis, a Reforma Tributária representa a oportunidade de migrar do modelo operacional para uma consultoria tributária de alto valor. O contador passa a atuar como um conselheiro estratégico, liderando a simulação de cenários e orientando o cliente sobre o momento exato de alterar sua opção fiscal.
Leia também: Simples Híbrido e CNPJ alfanumérico: mudanças para PMEs.
Perguntas frequentes
Por que a decisão tributária precisa acontecer em setembro de 2026?
A escolha do regime para o ano de transição exige prazos de adequação de sistemas, simulação de precificação e negociação prévia com clientes B2B. A definição antecipada em setembro evita surpresas operacionais na emissão de notas e no repasse de créditos fiscais.
Quem pode fazer o curso gratuito de Reforma Tributária da Omie?
O curso é aberto ao público e foi desenvolvido tanto para empreendedores, diretores financeiros e gestores B2B quanto para contadores, consultores e analistas fiscais.
Qual é a diferença entre Simples Tradicional e Simples Híbrido?
No Simples Tradicional, todos os impostos continuam reunidos no documento único (DAS), gerando um crédito tributário limitado para o comprador. No Simples Híbrido, a empresa apura o IBS e a CBS por fora da DAS no regime não cumulativo, transferindo crédito integral de imposto para seus clientes corporativos.
O que acontece se a minha empresa não adequar a emissão de NF-e?
A ausência do preenchimento correto dos novos campos de IBS e CBS na Nota Fiscal Eletrônica impede que o seu cliente tome o crédito tributário a que tem direito. Isso pode gerar a rejeição da nota ou o cancelamento do contrato de fornecimento.
Leia também: Obrigações acessórias na Reforma Tributária: o que muda?.
O próximo passo para proteger a competitividade do seu negócio
Entender os impactos práticos da Reforma Tributária deixou de ser uma tarefa teórica para se tornar um requisito de gestão diária. A diferença entre manter margens saudáveis e perder espaço para a concorrência está na capacidade de antecipar decisões.
A Omie reafirma seu compromisso de apoiar as empresas brasileiras e os profissionais da contabilidade nessa transformação histórica, oferecendo a tecnologia e o conhecimento necessários para uma transição segura.
Quer tomar a melhor decisão fiscal para a sua empresa até setembro? Acesse o curso gratuito na Omie.Educação e entenda como proteger suas vendas e adequar sua operação no momento certo.








