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Metade dos empresários prevê alta de preços com IBS e CBS: entenda o efeito na sua cadeia

Pesquisas revelam que 50% das empresas esperam aumento de preços com a Reforma Tributária. Entenda o impacto real do IBS e CBS na precificação e na sua cadeia.

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Pesquisa do Banco Central aponta que metade dos empresários brasileiros projeta um aumento real nos preços finais de seus produtos ou serviços decorrente da Reforma Tributária.

Essa preocupação faz todo sentido. Equilibrar margens de lucro já é um desafio diário; fazer isso enquanto as regras tributárias mudam eleva a pressão a outro patamar. A chegada prática do IVA Dual, dividindo as novas alíquotas entre IBS e CBS, vai mexer na estrutura de custos de ponta a ponta. Por isso, rastrear como essa mudança impacta cada fornecedor da sua cadeia não é mero preciosismo técnico. É o único caminho realista para proteger o seu caixa antes que as novas cobranças comecem a valer.

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Por que o receio do aumento de preços domina o mercado?

As discussões sobre a unificação dos tributos federais, estaduais e municipais trazem à tona o debate sobre a alíquota padrão regulatória. Estimativas apontam que a alíquota somada do IBS e da CBS pode figurar entre as maiores do mundo. Essa perspectiva gera apreensão imediata nos comitês de precificação das empresas.

Olhar apenas para a alíquota nominal isolada constitui um erro analítico. O impacto real nos preços ao consumidor ou ao cliente corporativo não depende exclusivamente da porcentagem cheia cobrada na nota fiscal, mas sim do mecanismo de movimentação desses tributos entre compradores e vendedores. A cadeia produtiva precisa ser analisada como um organismo integrado.

O efeito na cadeia: a engrenagem do creditamento tributário

A grande virada de chave do modelo IVA Dual é a aplicação do princípio da não cumulatividade plena. Atualmente, diversos impostos acumulam resíduos ocultos ao longo das etapas de produção, encarecendo o produto final sem que a empresa consiga recuperar esses valores. Com as novas regras, o imposto pago na aquisição de insumos se transforma em crédito para abater o imposto devido na venda.

Como a Reforma Tributária altera a precificação na cadeia? O valor final de um produto ou serviço passa a depender diretamente da capacidade da empresa de gerar e aproveitar créditos tributários ao longo do seu fluxo de fornecedores. Negócios com cadeias de suprimentos longas e formais ganham eficiência. Setores com poucos insumos dedutíveis enfrentam maior pressão sobre os custos, exigindo inteligência estratégica na recomposição de preços.

O setor de serviços, por exemplo, costuma carregar uma estrutura baseada em folha de pagamentos (fator que não gera créditos de IBS e CBS no desenho padrão da lei). Consequentemente, prestadores de serviços de ponta precisam refazer suas planilhas de precificação para entender o quanto a sua carga interna subirá e como repassar isso de forma transparente para o mercado corporativo.

Leia também: IVA dual: entenda a diferença entre os impostos CBS e IBS.

Impactos práticos no fluxo de caixa e na margem de lucro

A reconfiguração tributária exige mais do que uma simples atualização de tabelas de venda. Ela impacta diretamente o capital de giro das organizações. O tempo decorrido entre o recolhimento do tributo na venda e a efetiva compensação dos créditos obtidos nas compras pode gerar descasamentos financeiros temporários.

  • Gestão de margem: empresas que compram de fornecedores informais ou não optantes do regime regular de IVA perderão o direito ao crédito, o que encarecerá o custo de aquisição.
  • Precificação estratégica: será vital calcular o preço "por fora", isolando o imposto para demonstrar ao cliente corporativo que ele poderá recuperar aquela fatia tributária na etapa seguinte.
  • Governança fiscal: a retenção ou o atraso na homologação de saldos credores por parte do Fisco representará um risco real para a liquidez imediata de médias e grandes empresas.
Leia também: Capital de giro: estratégias para manter o caixa saudável.

Como preparar sua estrutura de custos para a transição fiscal

O cronograma de transição fiscal já possui prazos definidos e a contagem regressiva está em andamento. Adiar o redesenho dos processos internos aumenta o risco de perda de competitividade e eleva os custos operacionais futuros. Quem se antecipa consegue renegociar contratos e reorganizar sua cadeia com segurança.

Para mitigar os riscos mapeados pela percepção de metade do mercado, a liderança executiva deve concentrar esforços em três ações imediatas:

1. Auditoria e homologação de fornecedores

Analise o perfil fiscal de todos os parceiros de suprimentos. Fornecedores que geram créditos tributários cheios de IBS e CBS tornam sua operação mais barata. Em contrapartida, parceiros desalinhados com o novo regime podem sobrecarregar seus custos indiretamente.

2. Simulação de cenários de margem líquida

Construa modelos matemáticos aplicando as alíquotas estimadas do IVA Dual sobre a sua estrutura atual de compras e vendas. Essa projeção revela com exatidão se o seu preço final precisará flutuar para cima ou se haverá espaço para ganho de eficiência e redução de valores.

3. Revisão dos Clientes (B2B vs. B2C)

Lembre-se de que o cliente pessoa jurídica (B2B) absorve o impacto do imposto porque o utiliza como crédito. Já o consumidor final (B2C) arca com o custo integral. Sua estratégia de posicionamento de preço deve variar conforme o público-alvo de cada linha de negócios.

Leia também: Estratégias de precificação: dicas para definir preço.

A tecnologia como barreira de proteção das margens

Operar simultaneamente o sistema tributário antigo e o novo modelo de transição exigirá precisão absoluta. Erros manuais na apuração de alíquotas combinadas ou falhas na identificação de notas fiscais aptas ao creditamento podem drenar recursos valiosos do caixa corporativo.

A automação passa a exercer papel obrigatório de governança. Centralizar dados fiscais e unificar os setores de compras, faturamento e estoque remove a opacidade dos custos operacionais. Uma plataforma de gestão integrada permite monitorar, em tempo real, a formação do preço de venda e a rentabilidade de cada produto comercializado sob as novas diretrizes do IBS e da CBS.

Perguntas frequentes sobre a Reforma e os preços

A Reforma Tributária vai aumentar o preço de todos os produtos?

Não. Haverá uma redistribuição da carga. Produtos manufaturados e mercadorias com cadeias longas tendem a se beneficiar do fim da cumulatividade, podendo registrar quedas de custo. Bens de consumo direto e serviços com cadeias curtas sofrem maior pressão de alta.

Como o crédito financeiro ajuda a controlar os preços?

No sistema de crédito financeiro, basta que haja o pagamento do tributo na operação anterior para que o adquirente tenha o direito de deduzir esse valor do seu próprio imposto devido. Isso impede que o imposto incida sobre imposto, barateando a circulação econômica.

O que acontece se minha empresa não se adequar às novas alíquotas a tempo?

A ausência de parametrização adequada pode resultar em preços calculados incorretamente (gerando prejuízos pela venda abaixo do custo real ou perda de mercado devido a valores desproporcionais), além de expor o negócio a sanções e passivos fiscais.

Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.

Próximos passos para o gestor

A previsão de aumento de custos compartilhada por metade dos empresários deve funcionar como um chamado à ação, e não como justificativa para a inércia. O momento de desenhar novas estratégias e rever contratos comerciais é agora. A adequação precoce evita surpresas contábeis e garante que a sua empresa mantenha a estabilidade financeira e lidere o mercado com margens sustentáveis.

A governança do seu negócio precisa estar blindada para as transformações do IBS e da CBS. Conheça o sistema de gestão Omie e garanta a automação, a segurança fiscal e a inteligência de dados que sua empresa precisa para atravessar a transição tributária.

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