Reforma Tributária: risco para quem não se prepara. Oportunidade para quem se antecipa.

Reforma Tributária

Omie no Portal da Reforma Tributária: Modelo de negócio é a chave para escolha do Simples Híbrido

Especialistas da Omie debatem o Simples Nacional Híbrido no Portal da Reforma Tributária. Entenda por que a análise da cadeia dita o sucesso do seu negócio.

7 min

Gostou do artigo?

0

A decisão sobre o regime de tributação de uma empresa sempre foi tratada com cautela, geralmente restrita às reuniões anuais entre o empresário e o contador. No entanto, a chegada da Reforma Tributária e a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) elevaram essa escolha a um novo patamar de complexidade e importância estratégica. Para as micro e pequenas empresas, a opção entre o modelo de tributação tradicional e o Simples Nacional Híbrido deixou de ser uma mera equação matemática de alíquotas para se tornar uma decisão vital sobre posicionamento de mercado, cadeia de fornecedores e sobrevivência competitiva.

Foi exatamente este o centro do debate no recente webinar promovido pelo Portal da Reforma Tributária, que contou com a participação de um time de peso de especialistas da Omie: Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos; Kaleu Florio de Oliveira, gerente educacional; e Anderson Soares, diretor de controladoria. Durante o evento online, os executivos destrincharam os impactos da transição tributária, alertando que a escolha do Simples Nacional não deve ser pautada exclusivamente pela definição de alíquotas da CBS, mas sim por uma análise profunda do modelo de negócios da empresa.

Simule o impacto da Reforma Tributária

Se você deseja entender, na prática, como essa mudança regulatória afeta a formação de preços e a competitividade da sua empresa perante fornecedores e clientes, continue a leitura e confira os principais insights discutidos.

O que muda com o Simples Nacional Híbrido?

A Reforma Tributária redefiniu a estrutura de arrecadação sobre o consumo no Brasil, implementando o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual. Na prática, impostos federais, estaduais e municipais dão lugar à CBS e ao IBS. Para as empresas do Simples Nacional, a legislação abriu um leque de possibilidades, criando a janela de escolha entre o modelo puro (tradicional) e o modelo híbrido.

Para facilitar a compreensão das regras do jogo antes de analisarmos os impactos gerenciais, veja as principais diferenças entre as duas modalidades:

  • Simples Nacional (tradicional): a empresa mantém o recolhimento unificado de todos os tributos no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), operando sob as mesmas regras de antes.
  • Simples Nacional Híbrido: a empresa mantém os impostos sobre renda e folha (IRPJ, CSLL, CPP, etc.) recolhidos na guia única do DAS, mas opta por apurar o IBS e a CBS separadamente, seguindo as regras do regime regular (não cumulativo).
  • A lógica do crédito: no regime regular, o IBS e a CBS pagos na compra de insumos viram créditos que a empresa pode usar para abater os impostos devidos na venda. No Simples Híbrido, a empresa também passa a ter direito ao crédito amplo e pode repassar os créditos integrais de IBS e CBS aos seus clientes B2B.

A grande questão, levantada pelos especialistas da Omie, é que essa possibilidade de creditamento amplo no modelo híbrido muda completamente a dinâmica comercial entre as empresas.

Leia também: Regime híbrido do Simples Nacional: como se preparar.

A armadilha da alíquota: por que olhar para a cadeia de negócios?

Durante o podcast, Felipe Beraldi foi incisivo ao desmistificar a crença de que a decisão pelo modelo de tributação depende unicamente do valor final da alíquota. Segundo o economista, o foco da análise deve ser a posição estratégica da empresa na cadeia produtiva.

"A escolha pelo modelo híbrido não necessariamente passa pela alíquota, passa pelo modelo de negócio. Então, o que o empresário tem que simular é quem é o cliente, o quanto será pressionado pelo cliente para gerar crédito integral. E aqui, por conta até de se manter competitivo, de ter relevância, dependendo do negócio", analisou Beraldi.

Isso significa que, se sua empresa vende majoritariamente para outras empresas (B2B) que operam no regime de Lucro Real ou Presumido, a pressão para migrar para o Simples Híbrido será enorme. Se você permanecer no Simples Puro, seu cliente corporativo não poderá aproveitar os créditos integrais da CBS e do IBS. A consequência? O serviço ou produto da sua empresa passa a ser "mais caro" na planilha de custos do cliente, e a concorrência que adotar o modelo híbrido ganhará preferência imediata.

Por outro lado, Kaleu Florio de Oliveira pontuou que o medo da alíquota desconhecida não pode paralisar as empresas. Mesmo sem a definição final das taxas (que devem ser fixadas pelo Senado), os negócios já devem iniciar simulações utilizando cenários variados. Ele também destacou uma oportunidade vital do Simples Híbrido que costuma passar despercebida: a geração de créditos a partir das despesas rotineiras.

"Agora, com o crédito amplo entre as cadeias […] até, por exemplo, serviços de internet, água, luz […] As contas do dia a dia da empresa agora também podem gerar créditos tributários para quem estiver nesse modelo híbrido", observou Oliveira.

Essa visão foi endossada por Anderson Soares, diretor de controladoria, que ressaltou a importância de analisar a cadeia de fornecedores de ponta a ponta. Soares explicou que até mesmo as empresas com foco no consumidor final (B2C) devem olhar para seus custos, pois gastos com nuvem, aluguel e honorários contábeis podem se transformar em créditos valiosos para a operação.

O fim das planilhas: conformidade e simulação em tempo real

Mapear a cadeia de fornecedores, entender a exigência de clientes corporativos por créditos e calcular os impactos em três cenários de alíquotas diferentes parece uma tarefa impossível para quem administra o negócio em planilhas desconectadas. E, de fato, é.

Foi nesse contexto que os especialistas trouxeram o pilar central da sobrevivência na Reforma Tributária: a tecnologia.

Beraldi resumiu o cenário de forma contundente: "No fundo, a Reforma Tributária é sobre conformidade e tecnologia. Então a reforma vai forçar a conformidade fiscal a fazer parte da operação das empresas, inclusive das empresas pequenas no Brasil". Anderson Soares complementou, afirmando que processos engessados e baseados em controles manuais ficarão insustentáveis no novo cenário.

É aqui que um sistema de gestão como o ERP Omie deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a ser o diferencial estratégico. A simulação recomendada pelos especialistas só é precisa se for baseada em dados reais e atualizados do negócio.

Com a plataforma Omie, a emissão do documento fiscal já atualiza automaticamente o estoque, lança as contas a receber e alimenta o DRE Gerencial em tempo real, sem a necessidade de redigitação de informações. O Painel do Contador, integrado ao sistema, permite que o seu escritório contábil tenha acesso a toda a movimentação financeira e tributária da empresa de forma transparente. Assim, a decisão entre o Simples Tradicional e o Híbrido é tomada com base em relatórios precisos do seu fluxo de fornecedores e compras, substituindo o "achismo" pela inteligência de dados. O sistema já opera na nuvem e está sendo continuamente atualizado para responder às exigências do novo sistema tributário.

Leia também: Reforma Tributária: o impacto para micro e pequenas empresas.

Prazos e próximos passos para o empreendedor

O momento não é de pânico, mas de planejamento com urgência responsável. A primeira janela para adesão ao Simples Nacional para 2027 e para a escolha do modelo (Tradicional ou Híbrido) foi aberta em setembro de 2026. A escolha terá impacto direto sobre a forma como o negócio irá recolher impostos e gerar créditos a partir do início de 2027.

O empresário que deixa a análise para o último minuto corre o risco de perder negócios no mercado corporativo ou de pagar uma carga tributária maior do que o necessário.

Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.

A tecnologia como ponte segura para a Reforma Tributária

A Reforma Tributária não precisa ser um pesadelo. Ao alinhar a expertise do seu contador, uma visão clara do seu modelo de negócios e o suporte de uma tecnologia robusta, a transição se torna uma oportunidade para revisar custos, gerar novos créditos e aumentar a competitividade no mercado.

Entender como o fluxo de caixa, as notas de compras e as despesas operacionais da sua empresa se comportam é o primeiro passo para uma decisão segura. Não enfrente o cenário de incertezas fiscais no escuro. Descubra como a plataforma de gestão da Omie automatiza sua conformidade fiscal e integra toda a operação da sua empresa, garantindo que você e seu contador tenham os dados certos na hora certa para transformar a Reforma Tributária em diferencial competitivo.

Simule o impacto da Reforma Tributária
icon-newsletter-blog

Receba conteúdos exclusivos

Assine nossa newsletter e receba artigos, dicas e novidades sobre gestão empresarial diretamente no seu e-mail.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade. Cancele quando quiser.