Reforma Tributária: risco para quem não se prepara. Oportunidade para quem se antecipa.

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Reforma Tributária: 48% das empresas ainda não estão preparadas e o risco vai além fiscal

Entenda os impactos da reforma tributária nos preços, fluxo de caixa e gestão da sua empresa, e saiba como se preparar para as mudanças.

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Antecipar os impactos da Reforma Tributária é fundamental para que as empresas se preparem para as mudanças na gestão, especialmente com o início de uma nova etapa do sistema tributário em 2027.

No entanto, uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada em agosto de 2026, revelou que 48% das empresas ainda não haviam iniciado ações de preparação, evidenciando o desafio de adaptar não apenas a contabilidade, mas também as áreas comercial, financeira e jurídica.

A seguir, você vai entender como as novas regras podem afetar essas áreas e quais medidas adotar para preparar sua empresa para a transição.

Por que a Reforma não é um problema “só do contador”?

A Reforma Tributária não é um problema “só do contador” porque suas mudanças afetam diferentes áreas da empresa, como a comercial, a jurídica e a financeira, especialmente nas pequenas e médias empresas (PMEs).

Cada uma delas precisa avaliar os impactos das novas regras em suas atividades e decisões:

  • Comercial: a formação de preços e as margens de lucro precisarão ser reavaliadas, considerando como as mudanças na tributação podem influenciar os custos, a competitividade das ofertas e a rentabilidade das vendas
  • Jurídico: os contratos de longo prazo merecem atenção para identificar cláusulas que possam exigir ajustes diante das mudanças tributárias, especialmente em relação aos preços e às responsabilidades de cada parte
  • Financeiro: o planejamento financeiro deverá considerar como as novas regras de apuração e o aproveitamento de créditos tributários podem alterar os custos das operações e a rentabilidade real da empresa

Split payment e a nova forma de gerenciar o fluxo de caixa

O split payment, ou pagamento dividido de tributos, é um mecanismo previsto na Reforma Tributária que permite separar os valores correspondentes ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) no momento em que o pagamento de uma compra ou venda é processado, conforme a Lei Complementar nº 214/2025.

Ele está entre os impactos da Reforma Tributária sobre o fluxo de caixa, pois poderá reduzir a liquidez imediata da empresa ao direcionar os valores dos tributos ao Fisco durante o processamento do pagamento.

Por isso, as PMEs precisarão incorporar essa dinâmica às projeções financeiras e avaliar se terão capital de giro suficiente para cumprir seus compromissos operacionais.

A implementação do split payment na Reforma Tributária será gradual, conforme o cronograma e a regulamentação das autoridades competentes:

  • 2026: período de testes e preparação da infraestrutura tecnológica, sem recolhimento efetivo dos tributos pelo mecanismo durante essa fase
  • A partir de 2027: previsão de implementação gradual e facultativa, conforme as etapas e os procedimentos definidos pelas autoridades competentes
  • A partir de 2028: possível ampliação da obrigatoriedade, condicionada à regulamentação oficial

Para entender com mais detalhes como o split payment funcionará e quais serão seus impactos para a sua empresa, assista ao vídeo:

Por onde as empresas devem começar a transição de seu negócio?

As empresas devem começar a transição para a Reforma Tributária com um diagnóstico operacional e financeiro, a revisão de contratos, o planejamento do fluxo de caixa, o acompanhamento contábil e a preparação dos sistemas de gestão.

Confira como colocar essas medidas em prática:

  • Diagnóstico operacional e financeiro: avalie quais mudanças na tributação poderão influenciar a rentabilidade do negócio, os custos das operações e a estratégia de preços dos produtos e serviços
  • Revisão de contratos: identifique acordos comerciais que possam precisar de alterações em razão das novas regras, considerando as condições de cobrança, os reajustes e as obrigações assumidas com clientes e fornecedores
  • Planejamento do fluxo de caixa: simule os possíveis efeitos do split payment sobre os valores disponíveis em conta e avalie se os recursos serão suficientes para manter os pagamentos e as demais atividades da empresa
  • Acompanhamento contábil: trabalhe em conjunto com o contador para identificar como a Reforma Tributária se aplica ao negócio, esclarecer dúvidas sobre o regime tributário adotado e acompanhar as mudanças previstas para cada etapa da transição
  • Preparação dos sistemas de gestão: utilize um sistema de gestão para aprimorar o controle financeiro empresarial, acompanhar os indicadores do negócio, organizar os processos administrativos e facilitar a adaptação às novas exigências fiscais

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Perguntas frequentes

Quais são os principais impactos da Reforma Tributária para as empresas?

Os principais impactos da Reforma Tributária para as empresas incluem a substituição de tributos atuais pela CBS e pelo IBS, mudanças no aproveitamento de créditos tributários, possíveis efeitos sobre o fluxo de caixa e a necessidade de adaptar preços, contratos e sistemas de gestão.

Os impactos da Reforma Tributária serão iguais para todas as empresas?

Não. Os impactos da Reforma Tributária variam conforme o setor de atuação, o regime tributário e a estrutura de custos de cada empresa. Negócios com maior possibilidade de aproveitamento de créditos tributários podem ter efeitos diferentes daqueles com menos despesas que geram créditos.

A Reforma Tributária poderá aumentar os custos das empresas?

Sim, a Reforma Tributária poderá aumentar os custos de algumas empresas, dependendo do setor de atuação, do regime tributário e da estrutura de despesas do negócio.

Como a Reforma Tributária afetará as empresas do Simples Nacional?

A Reforma Tributária manterá o Simples Nacional e o pagamento pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), mas empresas poderão recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular para ampliar créditos aos clientes.

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