Com o fim do ciclo eleitoral, as lideranças do setor produtivo recalcularam rapidamente suas rotas e voltaram os holofotes para o Ministério da Fazenda.
O motivo da movimentação é unânime: a urgência por respostas claras sobre a Reforma Tributária.
Enquanto o texto tramita no Congresso Nacional, gestores e diretores de empresas de todos os portes lidam com a ansiedade da indefinição de alíquotas e regras que entrarão em vigor no início de 2027.
A seguir, você vai entender quais são as principais demandas do empresariado e como a falta de previsibilidade pode afetar o planejamento financeiro e operacional das empresas.
As três principais reivindicações do setor produtivo ao Governo Federal
O diálogo entre as confederações empresariais e o Palácio do Planalto concentra-se em três pilares para a competitividade dos negócios nos próximos anos: a definição de limites para a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, a regulamentação do Imposto Seletivo e a garantia de prazo para adaptação tecnológica das empresas.
Abaixo, confira mais detalhes sobre cada um deles.
1. A trava das alíquotas do IVA Dual
A principal apreensão do mercado recai sobre o percentual final do IVA Dual.
As simulações mais recentes do governo apontam para uma alíquota de referência na casa dos 28%, o que colocaria o Brasil no topo do ranking global de tributação sobre o consumo.
As empresas exigem que o Senado estabeleça travas e limites claros, garantindo que a promessa de não aumento da carga tributária global seja mantida na prática, protegendo o poder de compra da população e a margem de lucro das operações.
2. A regulamentação do Imposto Seletivo
Conhecido informalmente como “imposto do pecado”, o Imposto Seletivo incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Representantes do setor de bebidas, alimentos e indústrias de base buscam o Ministério da Fazenda para definir exatamente quais categorias serão taxadas e qual será o peso dessa nova cobrança.
A ausência dessas diretrizes trava o planejamento de investimentos e o lançamento de novas linhas de produtos.
3. Prazo hábil para adaptação tecnológica
Associações comerciais têm repetido à exaustão que a virada de chave tecnológica demanda tempo.
As companhias argumentam que precisam de pelo menos doze meses de estabilidade legislativa, com regras publicadas e testadas, para atualizar os seus sistemas de gestão (ERPs).
Esse período é vital para treinar equipes financeiras e adequar rotinas da Contabilidade antes que as multas por inconformidade comecem a ser aplicadas.
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O calendário de 2027 não vai esperar: o que já está definido
Aguardar passivamente o fim dos debates no Congresso Nacional é uma estratégia arriscada. Independentemente dos ajustes finos que ocorrerão em Brasília, a espinha dorsal da Reforma Tributária já está definida para 2027.
A partir de janeiro daquele ano, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) serão definitivamente extintos, dando lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em âmbito federal.
Paralelamente, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS, começará sua fase de transição com uma alíquota teste de 0,1%.
Outra mudança estrutural irreversível é a migração da cobrança do princípio da origem para o princípio do destino.
O imposto deixará de ser recolhido no estado ou município onde o produto é fabricado e passará a pertencer ao local onde o consumidor final reside.
Essa dinâmica encerra a guerra fiscal, mas obriga as empresas a refazerem completamente as suas tabelas de precificação, considerando a localização geográfica de cada cliente.
Riscos da inação: os impactos de quem decide esperar
Delegar o planejamento financeiro aos tempos da política pode custar caro para o empreendedor.
Gestores que optarem por iniciar a adequação de seus processos apenas após a publicação final do Diário Oficial enfrentarão gargalos severos e desnecessários.
O primeiro impacto será sentido no faturamento. A emissão de notas fiscais sob o novo modelo exigirá parâmetros diferentes de cálculo, e sistemas desatualizados travarão a expedição de mercadorias.
Além disso, a falha em precificar corretamente os produtos de acordo com a tributação no destino corroerá a margem líquida da venda de forma silenciosa.
Existe também um risco contábil expressivo para os cofres do negócio. O novo modelo adota a não cumulatividade plena.
Compras corporativas gerarão créditos tributários imediatos, abatendo o imposto devido. A falta de controles rigorosos fará com que empresas percam dinheiro simplesmente por não conseguirem comprovar e organizar seus créditos junto ao fisco e à Contabilidade.
Como antecipar a gestão sem ficar refém da burocracia
Para antecipar a gestão sem ficar refém da burocracia, é importante conhecer a distribuição geográfica das vendas, fortalecer a parceria com a Contabilidade e integrar os sistemas de gestão.
A seguir, confira como colocar essas três frentes em prática para preparar sua empresa para a Reforma Tributária:
- Mapeamento geográfico de vendas: mapear a atual carteira de clientes e fornecedores por estado. Entender para onde a empresa mais vende ajudará a prever o impacto da mudança do tributo para o local de destino
- Aproximação consultiva com o Contador: o profissional contábil deixa de ser aquele que resolve pendências no fim do mês e assume a cadeira de consultor estratégico. Trabalhar em conjunto com a Contabilidade garante que a transição seja desenhada sob medida para o regime da empresa
- Estruturação tecnológica integrada: abandonar os controles manuais e as planilhas desconexas, visto que não suportarão o período de transição, onde o regime antigo e o novo coexistirão temporariamente nas obrigações acessórias
Automação na Reforma Tributária: como a Omie simplifica a gestão fiscal
Para atravessar as incertezas regulatórias sem paralisar as vendas, a operação necessita de um alicerce tecnológico robusto.
Um sistema de gestão empresarial equipado com um motor fiscal automático na nuvem absorve o impacto dessas atualizações legislativas de forma transparente.
No ecossistema da Omie, a complexidade da legislação fica nos bastidores. O motor de cálculo do sistema de gestão da Omie é atualizado nativamente à medida que as novas alíquotas da CBS e do IBS entram em vigor.
Assim, o empreendedor emite a nota fiscal com a segurança de que a plataforma aplicou as regras corretas automaticamente, mitigando o risco de bitributação e eliminando a digitação manual de códigos.
Essa fluidez operacional reflete de forma direta nos resultados financeiros. Toda movimentação de estoque e faturamento alimenta automaticamente a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Gerencial, conferindo uma visão clara sobre como a nova carga tributária impacta a lucratividade real do negócio.
Para consolidar essa governança, a integração em tempo real com a Contabilidade faz toda a diferença.
Por meio do Painel do Contador, o parceiro contábil audita os dados e exporta as informações sem atritos e com total segurança.
A empresa garante a conformidade contínua, a parceria elimina o retrabalho e o foco de ambos volta a ser o crescimento estratégico.
Como preparar a sua empresa para a Reforma Tributária de 2027
Para preparar sua empresa para a Reforma Tributária de 2027, antecipe as adequações nos sistemas de gestão, contratos e cadastros fiscais, considerando a entrada da CBS em sua fase de cobrança efetiva, em substituição ao PIS e à Cofins, e a implementação do IS.
A pressão política em Brasília é necessária e legítima, mas o verdadeiro controle do negócio acontece na operação diária.
Estruturar processos confiáveis hoje é a única forma de garantir previsibilidade financeira amanhã.
Você não precisa enfrentar as mudanças de 2027 com planilhas frágeis e incertezas. Agende uma demonstração gratuita do sistema de gestão Omie e descubra como organizar a rotina da sua empresa para essa nova etapa.
FAQ: dúvidas frequentes sobre a transição tributária
Por que os empresários estão cobrando o Governo Federal sobre 2027?
O setor produtivo exige a definição clara das alíquotas finais do IVA Dual, a regulamentação do Imposto Seletivo e a estabilização das regras com antecedência mínima de um ano. Essa previsibilidade é essencial para que as empresas ajustem os seus sistemas, revisem contratos e recalculem os preços de venda antes do início da CBS.
O que de fato muda nas notas fiscais a partir de janeiro de 2027?
A partir de 2027, as notas fiscais deixarão de apresentar o PIS e a Cofins, que serão substituídos pela CBS federal. Também passará a constar a alíquota teste de 0,1% do IBS. O recolhimento deixará de ser feito para o estado de origem da mercadoria e passará a pertencer ao estado de destino, onde o produto ou serviço for consumido.
Como preparar o sistema de gestão para a Reforma Tributária?
A melhor forma de preparação é adotar um ERP em nuvem com inteligência fiscal integrada. Soluções como o sistema de gestão da Omie atualizam as matrizes tributárias e as alíquotas de forma automatizada, permitindo que a empresa opere sem interrupções e calcule corretamente os tributos durante toda a fase de transição.
Reforma Tributária na prática: acompanhe o que muda em cada fase e prepare seu negócio na central da Reforma Tributária da Omie.







